10 tecnologias emergentes em 2020

O Fórum Econômico Mundial e a revista Scientific American avaliaram 75 tecnologias emergentes em 2020 para selecionar as 10 com maior potencial para de impacto na sociedade. Após serem indicadas por um grupo de especialistas internacionais, elas foram avaliadas quanto ao potencial para estimular o progresso social, fomentar o desenvolvimento econômico, criar novas formas de fazer as coisas, quanto ao seu nível de inovação e também ao impacto que deve causar nos próximos três a cinco anos.

Confira as 10 principais tecnologias emergentes em 2020:

  1. Medicina digital

A pandemia da covid-19 acelerou o desenvolvimento de aplicativos para detectar ou monitorar distúrbios mentais e físicos de forma autônoma e até mesmo para administrar terapias. Dispositivos, como os relógios, que medem o ritmo cardíaco, poderão detectar distúrbios respiratórios, depressão, Parkinson, Alzheimer, autismo, DNA cancerígeno e entre outros.

  1. Pacientes virtuais

Substituir pessoas por órgãos virtuais tornou mais rápidas e menos custosas as primeiras avaliações de novas medicações. Após coletar dados de um órgão real, algoritmos resolvem as equações e incógnitas resultantes, gerando um órgão virtual que se parece e se comporta de forma real. A experimentação em modelos digitais também pode ajudar a personalizar a terapia para uma série de doenças.

  1. Computação espacial

A “computação espacial” é o próximo passo na convergência dos mundos físico e digital. Ela promete levar os aplicativos de realidade virtual e realidade aumentada ao próximo nível: digitaliza objetos que se conectam por meio da nuvem; permite que sensores e motores reajam entre si; e representa digitalmente o mundo real.

  1. Síntese do Genoma Completo

A síntese do genoma completo é uma extensão do campo da biologia sintética. Os pesquisadores usam software para projetar sequências genéticas que produzem e introduzem em um micróbio, reprogramando assim o micróbio para fazer o trabalho desejado – como fazer um novo medicamento.

  1. Sensores quânticos

Os sensores quânticos conseguem chegar a níveis extremos de precisão ao explorar a natureza quântica da matéria. Eles estão sendo usados em sistemas de navegação subaquática, de detecção precoce de atividade vulcânica e terremotos e em scanners portáteis que monitoram a atividade cerebral.

  1. Hidrogênio verde

O hidrogênio verde é uma das tecnologias essenciais para atingirmos a meta do Acordo de Paris. Fonte de energia com emissões “zero” de carbono, que produz somente água em sua queima, ele é a solução para procesos que precisam de combustível com alta densidade de energia ou calor em altas temperaturas.

  1. Química movida a energia solar

Transformar o dióxido de carbono liberado no uso de combustíveis fósseis em produtos químicos que servem de matéria-prima à indústria – e fazer isso utilizando energia solar: essa nova abordagem reduz as emissões de gases de efeito estufa de duas formas. Primeiro, ao capturar e reinserir as emissões na cadeia produtiva; e em segundo lugar, por utilizar uma fonte de energia renovável e limpa para fazer isso. Este processo está se tornando viável devido aos avanços nos catalisadores ativados pela luz solar, ou fotocatalisadores.

  1. Microagulhas

As microagulhas vão dar início a uma nova era de injeções sem dor. Conectadas a uma seringa ou a um adesivo, elas previnem a dor evitando o contato com as terminações nervosas. Com a largura de um fio de cabelo, elas, praticamente, nem chegam a tocar a derme, onde estão as terminações nervosas, junto com os vasos sanguíneos e linfáticos e o tecido conjuntivo.

  1. Aviação elétrica

Aviões elétricos podem fornecer transformações em escala necessárias para reduzir o aquecimento global. Muitas empresas estão desenvolvendo seus projetos. Os motores de propulsão elétrica não apenas eliminariam as emissões diretas de carbono, mas também reduziriam os custos de combustível em até 90%, a manutenção em até 50% e o ruído em quase 70%.

  1. Cimento com baixo teor de carbono

O cimento produz uma quantidade significativa de dióxido de carbono. De acordo com os ambientalistas, se a produção de cimento fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, depois da China e dos Estados Unidos. Atualmente, quatro bilhões de toneladas de cimento são produzidas todos os anos. A pegada de carbono é resultado do uso de combustíveis fósseis para gerar o calor necessário na produção. Por isso, materiais alternativos, usados para outras finalidades, estão sendo estudados como substitutos.