Arie Halpern: economia disruptiva está mudando mercado financeiro

Para Arie Halpern, a economia do futuro traz características dos millenials

Para Arie Halpern, a economia do futuro traz características dos millenials

Assim como diversos outros setores do mercado, a área de finanças também teve de se ajustar  ao surgimento das tecnologias disruptivas. Bancos do mundo tudo evoluíram seus sistemas para que seus clientes pudessem pagar contas e realizar transferências sem sair de casa, por meio de aplicativos; startups trouxeram cartões de crédito sem mensalidade, aplicativos facilitam a transferência de dinheiro para países diferentes e o mercado abriu espaço para as fintechs e as bitcoins, criando novos caminhos para a economia mundial. Um dos impulsos para a digitalização do mercado financeiro foi a necessidade trazida pela nova geração, os chamados “millenials”, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas. “A nova geração é muito conectada e traz isso para seus serviços, tanto como cliente quanto como empreendedor”, comenta.

Numa reportagem, a revista “Forbes” faz uma análise sobre o impacto dos millenials no mercado financeiro. Segundo a revista, a proximidade deles com a tecnologia e o fato de terem presenciado três grandes crises de mercado – em 1987, 2001 e 2008 – abalaram a confiança da geração nos serviços financeiros tradicionais. Millenials também possuem menos recursos que as gerações anteriores para fazer investimentos pelos meios tradicionais. “Os membros dessa geração dão mais valor para a transparência e a comunicação frequente do que as outras gerações”, comenta Arie Halpern. “E eles querem trazer para o mercado essa sua visão de mundo.”

Uma das empresas que surgiram para atender a essa geração de consumidores é o  Nubank, startup brasileira criada em setembro de 2014 e que, no ano passado, possuía uma fila de espera com 70 mil pessoas aguardando para utilizar seus serviços. A startup oferece para seus usuários um cartão de crédito que não é ligado a nenhum banco, não cobra anuidade nem nenhum tipo de tarifa e cobra juros rotativos abaixo da média do mercado. Além disso, ele pode ser gerenciado por meio de um aplicativo de celular, que informa detalhes sobre as compras realizadas. O sucesso se expandiu também para o exterior. A empresa recebeu este ano R$ 200 milhões da Founders Fund, empresa americana de capital de risco, e agora é avaliada em aproximadamente R$ 2 bilhões.

Outras startups também estão buscando maneiras de melhorar e otimizar os processos muitas vezes burocráticos do mundo financeiro, com sistemas que vão além das fintechs e dos bitcoins. O aplicativo Regalii facilitou a maneira como as pessoas “transferem” dinheiro para outros países e tem sido utilizado principalmente por imigrantes que precisam mandar dinheiros para seu país de origem. O aplicativo permite que o usuário pague contas diretamente no país natal, sem precisar enviar o dinheiro para a conta da família, economizando com isso o valor que seria pago nas taxas internacionais. “Ao invés de transferir o dinheiro, o usuário pode pagar as contas de onde quer que esteja. Essa é uma forma de solucionar problemas muito criativa e disruptiva, que combina com a evolução digital que vivemos”, diz Arie Halpern.


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