Arie Halpern aponta que o futuro dos robôs industriais é a IA

Arie Halpern aponta que o futuro dos robôs industriais é a IA

Arie Halpern aponta que o futuro dos robôs industriais é a IA

Os robôs estão se consolidando como protagonistas na produção industrial, segundo a Federação Internacional de Robótica, com um crescimento médio anual de 15%. Fabricados com a finalidade de executar apenas determinadas funções, qualquer mudança de planos requer reprogramações complexas que interrompem o fluxo produtivo quando se trata de robôs. Numa linha de produção industrial qualquer parada representa custo extra. Para equacionar esse problema e tirar ainda maior proveito dos robôs, o economista e empreendedor com foco em tecnologias disruptivas, Arie Halpern, aponta que o futuro dos robôs industriais é a IA.

“Leva dias para um ser humano programar um robô. Se essa tarefa for desempenhada pela Inteligência Artificial – de robô para robô – o processo pode demorar apenas algumas horas”, afirma.

As universidades de Cornell e Brown foram as primeiras a instituições a obter sucesso na comunicação entre robôs para fins educativos. Por meio de uma plataforma chamada RoboBrain cientistas de Cornell conseguiram que dois robôs de modelos completamente diferentes desempenhassem a mesma função ao mesmo tempo, em locais completamente distantes um do outro.

Fora do mundo acadêmico, empresas do segmento industrial já perceberam que o investimento em aprendizagem entre robôs é mais lucrativo, pois não interfere no processo da linha produtiva. Com essa visão, engenheiros da Fanuc – fabricante dos robôs responsáveis pela montagem de produtos da Apple e Volkswagen – decidiram investir em Inteligência Artificial para melhorar seu produto. A ideia é que os robôs, quando conectados a uma central inteligente, possam ensinar uns aos outros tarefas diferentes, ao invés de cada máquina desempenhar somente a atividade para a qual foi programada. Dessa forma, as máquinas já são vendidas com a capacidade de aprendizagem diretamente da fábrica.

O Google vem investindo para tornar possível a aprendizagem de robô para robô. Os pesquisadores da empresa estão desenvolvendo um espaço de armazenamento em nuvem específico para os robôs. Nesse ambiente, processadores de diferentes máquinas dotadas de Inteligência Artificial poderão acessar relatórios de aprendizado e o conhecimento poderá ser partilhado entre os diferentes robôs cadastrados. A ideia é que a nuvem seja uma consciência coletiva das máquinas, onde o aprendizado de uma seja partilhado por toda a cadeia cadastrada.

A aprendizagem via IA não é exclusiva do setor industrial. Os chamados Sobots (Social Robots), máquinas utilizadas para interagir com clientes em hotéis e lojas, também estão recebendo Inteligência Artificial para melhorar o atendimento em diferentes estabelecimentos. Ao invés de partilhar conhecimento na forma de diferentes funções, como varrer, apertar ou lavar, essas máquinas compartilham informações de interação. Se um cliente interage de maneira inesperada com um desses robôs, as outras máquinas já saberão como reagir em outras situações similares.

Para não perder mercado, os fabricantes já estão produzindo com a Inteligência Artificial necessária para o processo de aprendizagem. “A ideia é investir nessa melhoria e, com ela, agregar valor na venda para não perder mercado no futuro”, avalia Arie.

“Do ponto de vista econômico e ecológico, a Inteligência Artificial permite a não obsolescência das máquinas, uma vez que elas sempre poderão se atualizar para executar novas tarefas”, conclui Arie Halpern.

 


Comentários

Arie Halpern aponta que o futuro dos robôs industriais é a IA — 1 comentário

  1. Muito bom,e fato que num futuro próximo a robótica se farar mais presente na vida do homem e na sociedade,as indústrias e testemunha disso.

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