Arie Halpern analisa quatro apps desenvolvidos para ajudar os países do terceiro mundo.

Arie Halpern analisa quatro apps desenvolvidos para países de 3º mundo

Arie Halpern analisa quatro apps desenvolvidos para países de 3º mundo

Governos e empresas já perceberam o potencial dos aplicativos em ajudar a promover igualdade social e oferecer novas oportunidades de renda devido à capacidade da tecnologia de conectar pessoas com realidades diferentes. Os dispositivos possibilitam que uma pessoa ajude outra em necessidade mesmo que ela esteja do outro lado do mundo. Para entender melhor como funcionam esses aplicativos, o economista e especialista em tecnologias disruptivas, Arie Halpern analisa quatro apps desenvolvidos para ajudar os países do terceiro mundo.

“Todos os dias realizamos pequenas imersões (microsessões) em busca de informação ou entretenimento no celular. Se dedicarmos uma parcela pequena desses momentos aos apps assistenciais, poderemos fazer uma grande diferença na vida de alguém que necessita de ajuda”, diz Arie Halpern.

Give Work

Idealizado pela Samasource – organização responsável pela digitalização de database de grandes empresas – o aplicativo propõe a realização de pequenas tarefas que geram renda para os refugiados de guerra. Todos os dados de empresas participantes são quebrados em pequenas partes, de modo que sua organização possa ser feita pelos usuários do aplicativo, em períodos curtos. O aplicativo expõe imagens e/ou caracteres que o sistema não consegue capturar e pede que o usuário as reconheça e digite-as corretamente de acordo com seu significa real. Ao mesmo tempo, em outro local do mundo, um refugiado realiza uma tarefa semelhante com outras imagens. Por fim, todo o serviço realizado pelos dois é revertido em renda para o refugiado.

Sangram

Conectado ao LinkedIn, esse aplicativo propõe diversos treinamentos online para melhorar a qualidade da mão de obra e melhorar as capacidades profissionais dos interessados. Através da plataforma do LinkedIn, são identificados os principais atributos que as empresas contratantes buscam (como cursos específicos ou noção de idiomas). Baseados nessas informações, o sistema elabora treinamentos para capacitar os usuários, tornando-os aptos a concorrer às vagas oferecidas por empresas locais. Nos países onde o aplicativo funciona são feitas parcerias com o governo para que apenas usuários que se encaixam no perfil possam fazer os treinamentos.

Skype Lite

A Microsoft investiu pesado para transformar o Skype e torná-lo mais acessível a países mais pobres. O resultado do investimento foi a versão Lite, que funciona com um consumo de dados bem menor, permitindo que o programa rode em aparelhos mais simples. O aplicativo foi pensado para que mais pessoas possam se conectar sem pagar os custos de telefonia, mesmo em regiões onde a conexão com a internet é de má qualidade.

Compassion International

Baseado em layouts de redes sociais como o facebook, o Compassion International é voltado para crianças que vivem na miséria extrema. Todas as crianças são cadastradas em uma rede com perfis completos, com  fotos e informações sobre a cultura, família e outros aspectos pessoais de suas vidas. O usuário do app que adota uma criança fica responsável pelo pagamento de uma quantia mensal. A partir daí, ele pode interagir com a criança por meio de mensagens, acompanhando o desenvolvimento proporcionado pela doação mensal, por meio de fotos, filmes e outras funcionalidades permitidas pelo aplicativo.


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