Crescimento da indústria alimentícia teve ajuda da tecnologia, diz Arie Halpern

O crescimento da indústria alimentícia só foi possível graças à tecnologia, diz Arie Halpern

O crescimento da indústria alimentícia só foi possível graças à tecnologia, diz Arie Halpern

Os restaurantes são um dos poucos lugares onde não há presença excessiva de tecnologia. Na hora de comer, temos a sensação de que o que consumimos não sofre influências da tecnologia, mas basta ler os rótulos dos produtos para percebermos que não é bem assim. Nos Estados Unidos, por exemplo, a comida processada representa 70% das calorias ingeridas. A indústria alimentícia foi uma das que mais se beneficiou da tecnologia nos últimos anos, seja processo de produção quanto de transporte, embalagem e até cocção de certos alimentos, sempre  com o objetivo de aumentar a produção, afirma Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas. “O crescimento da indústria alimentícia só foi possível graças à tecnologia”, diz Arie Halpern. “Sem essas inovações, não seria possível alimentar quase 9 bilhões de pessoas em todo o mundo”.

Produção

No setor de alimentação, a agricultura foi o que mais incorporou novas tecnologias. Por décadas, milhares de máquinas chegam ao mercado para facilitar a vida dos trabalhadores do campo, facilitando o  processo de plantio, colheita e até monitoramento de plantações inteiras. No Brasil, um único evento de máquinas agrícolas movimenta até R$ 2,5 bilhões. Outras mudanças importantes também estão acontecendo e uma delas é o conceito de fazendas verticais.

“Nunca poderíamos imaginar que seria possível plantar alimentos sem a necessidade de terra e luz solar, porém a tecnologia deu um jeito de superar essas barreiras com as fazendas verticais”, diz Arie Halpern. Cientistas descobriram que, em ambientes fechados, com luz artificial para realizar a fotossíntese, é possível controlar melhor o crescimento e desenvolvimento de frutas e vegetais, sem o uso de pesticidas. Nesses ambientes controlados, não é necessário nem utilizar terra, pois os alimentos são plantados em uma superfície similar ao algodão, que garante o desenvolvimento mais rápido da planta.

Até mesmo a produção familiar e a orgânica está sendo beneficiada pela inovação. Para incentivar esse tipo de produção, alguns sites, como o Farmigo e o Farm To Table conectam produtores e consumidores. Nos sites é possível pesquisar quais são os produtores locais e orgânicos mais próximos do cliente, uma maneira de movimentar a agricultura local e diminuir os impactos negativos causados pelo transporte e pelos conservantes nas frutas e legumes. As plataformas mostram um mapa com os diferentes produtores e até avaliações de clientes que já visitaram os locais.

Transporte

O transporte é um dos momentos mais críticos na cadeia agrícola, pois é quando o produto fica mais vulnerável às variações de temperatura, além de possíveis abalos físicos. Para minimizar o impacto negativo do transporte na qualidade do produto, o Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia de Materiais desenvolveu um dispositivo para aferir o frescor de frutas e legumes durante o transporte. O aparelho possui diversos formatos, sendo todos eles similares a frutas. A forma não é meramente estética, ela serve para que o sensor seja empacotado junto com os produtos transportados, para monitorar a qualidade até chegar ao mercado. Por enquanto, esse termômetro possui versões em forma de laranja, banana, maçã e manga.

Consumo

Para diminuir a quantidade de alimentos desperdiçado diariamente nos EUA, foi desenvolvido um app chamado Leloca. O aplicativo conecta clientes à restaurantes e negocia as sobras de alimentos com descontos de até 50% quando comparado com o valor de mercado do produto. Dessa forma, o restaurante consegue atender aos clientes e, no fim da noite, negocia tudo o que seria jogado fora. Com o mesmo propósito, o site LeftoverSawp conecta pessoas comuns que queiram negociar comidas. A plataforma permite negociar tanto produtos como sal e tomate, quanto pratos prontos.


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