Arie Halpern: Tecnologia é aliada no combate ao câncer de mama em mais um Outubro Rosa

Arie Halpern: Tecnologia é aliada no combate ao câncer de mama em mais um Outubro Rosa

Desde a década de 1990, outubro é o mês escolhido para estimular a participação da população mundial no controle de uma das doenças que mais mata mulheres no planeta, o câncer de mama. O Outubro Rosa, como é conhecido, incentiva ano a ano pesquisas sobre o tema, assim como novas inovações. Para Arie Halpern, tecnologia é aliada no combate ao câncer de mama em mais um mês dedicado à causa. “Em casos de incerteza acerca de dados, é comum que o aprendizado em máquinas seja a ferramenta certa para melhorar a falta de exatidão da mente humana, principalmente em casos que exigem a perfeição como a detecção e prevenção de doenças”, comenta o economista e empreendedor com foco em tecnologia e inovações disruptivas.

Neste ano, foi realizado o maior estudo genético sobre o câncer de ama. Uma equipe de 550 cientistas de 300 instituições de pesquisa espalhados pelos seis continentes localizaram 72 mutações que aumentam o risco da doença.

O mamograma continua sendo o melhor teste disponível para identificar o câncer, mas ainda é um método imperfeito que por muitas vezes averigua resultados falsos positivos, o que pode ocasionar a realização de biópsias e cirurgias dispensáveis. Para evitar cirurgias dolorosas e caras e cicatrizes desnecessárias, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desenvolveu tecnologia em inteligência artificial que melhora a detecção precoce do câncer de mama.

O sistema de aprendizado de máquina foi testado em 335 lesões de “alto risco” e diagnosticou corretamente 97% dos casos como malignos, reduzindo 30% de cirurgias desnecessárias, segundo os cientistas envolvidos.

“Como as ferramentas de diagnósticos são muito inexatas, há uma tendência para que os médicos examinem demais o câncer de mama”, explica Regina Barzilay, professora de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do MIT.

Com uma base de dados com mais de 600 lesões de alto risco, o sistema vasculha padrões entre elementos de diversas informações, como demografia, histórico familiar, biópsias anteriores e relatórios patológicos.

A tecnologia pode fazer com que coisas simples, presentes no dia a dia, se transformem em ideias grandiosas. É o caso do sutiã inventado pela adolescente Julian Rios. Sua criação é equipada por 200 sensores, que monitora e mapeia a superfície da mama, tal como forma, peso e temperatura.

Um adolescente inventou um dispositivo que ele espera que ajude as mulheres e os médicos a detectar câncer de mama antes. Quando o sensor indicar calor quer dizer que há mais fluxo sanguíneo, que indica que os vasos sanguíneos estão “alimentando” algo, o que pode ser um sinal de câncer.

Quando essa informação é identificada, ela é enviada para um aplicativo e pode ser compartilhada com médicos. Segundo Julian, o “sutiã inteligente” deve ser usado cerca de uma hora por semana para obter dados suficientes para ajudar a detectar a doença o quanto antes.

Até a NASA embarcou na luta contra o câncer de mama. A equipe de biotecnologia da agência costuma inspecionar peças de suas aeronaves, para garantir que nenhum microrganismo infecte outros ecossistemas. Esse tipo de análise pode ser fundamental para o desenvolvimento de novos remédios e tratamentos, uma vez que um recente estudo descobriu que mulheres com histórico de câncer de mama podem possuir bactérias na secreção mamária. A tecnologia da NASA para processamento e separação de material genético é única no mundo. Dependendo da relação dessas bactérias com a doença, é possível que a descoberta da cura seja só questão de tempo.


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