Nanotecnologia ajuda a combater insuficiência cardíaca

Na Universidade londrina de Queen Mary, um cientista chamado Thomas Iskratsch está conduzindo uma série de pesquisas para compreender a questão da rigidez nas artérias. O objetivo é  combater a insuficiência cardíaca. Ele está encontrando suas respostas graças à nanotecnologia – a tecnologia das coisas muito, muito, pequenas.

Nanotecnologia na medicina

O músculo cardíaco é composto de células que se encontram em uma espécie de malha feita de colágeno e outras proteínas estruturais. Toda vez que o músculo é danificado por um ataque cardíaco ou cardiomiopatia, a malha fica mais rígida, levando à obstrução.

No laboratório da Universidade, Iskratsch e sua equipe usam a nanotecnologia para imitar a malha do coração e introduzem nele pequenos pilares. Cada um tem 500 nanômetros de largura – 150 vezes menor que a largura de um fio de cabelo humano. Os condutores da pesquisa colocam células do coração nesses pilares e medem o que acontece quando os pilares ficam mais rígidos. Eles fazem isso com uma técnica de imagem avançada que usa microscópios e minúsculos lasers para observar moléculas individuais dentro das células.

Após diversos experimentos, a equipe de Iskratsch descobriu que, se os pilares que compõem a malha ficam mais rígidos, as células do músculo cardíaco notam e param de funcionar adequadamente – prejudicando a função cardíaca. A partir dos resultados, os pesquisadores concluíram que é esse processo que, com o tempo, leva  cardíaca.

Segundo Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, essa descoberta significa que os pesquisadores agora podem desenvolver remédios que modifiquem o funcionamento das células cardíacas quando a malha ficar mais rígida. “A nanotecnologia possui diversas outras aplicações na área da saúde, como no combate ao câncer, por exemplo”, conclui Arie.


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