Armadilhas tecnológicas contra caçadores de animais

 

Como já falamos aqui, drones são uma ótima maneira de se estudar a vida selvagem, mas a sua presença ainda é notada por um predador implacável que está na mira dos protetores da natureza: os traficantes de animais.

Para combatê-los, a Unidade de Tecnologia de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) usou o financiamento do prêmio Google Global Impact Award para construir um sistema de câmeras secretas dotadas de alarmes multisensor para ajudar a combater a caça ilegal de animais selvagens.

As câmeras são camufladas em locais conhecidos por caça ou pesca ilegal. Algumas ficam, inclusive submersas em rios e lagos. Segundo a  ZSL, essas “armadilhas” em formato de câmera estão espalhadas em todo o mundo, monitorando desde pinguins na Antártida congelada até tigres de Amur – no extremo leste da Rússia – e hipopótamos pigmeus nas densas florestas da África Ocidental.

O sistema utiliza tecnologia de satélite para enviar as imagens em tempo real para praticamente qualquer lugar do mundo. Algumas dessas câmeras também são equipadas com sensores de metais para melhor identificar objetos que não pertencem ao meio ambiente, como gaiolas e outras armadilhas usadas por traficantes de animais.

Isso tem enormes implicações para a luta contra a caça ilegal de espécies ameaçadas e está sendo usado por guardas florestais para alertá-los sobre atividades ilegais que acontecem em suas áreas protegidas, para que possam responder rapidamente a ameaças contra a vida selvagem.

Como as imagens são enviadas via satélite, elas podem ser usadas em locais extremamente remotos, pois não dependem de alguém para coletar fisicamente os cartões de memória da câmera ou de poder transmitir dados por meio de redes móveis.

Além do uso preventivo, as imagens capturadas também são usadas para fins educativos, uma vez que a alta qualidade dos registros também serve como documentação da vida selvagem para estudo acadêmico.

Para Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, essa é uma ótima maneira de manter o equilíbrio da vida animal. “É uma forma de se prevenir sem que seja necessário intervir diretamente na vida animal, o que pode atrapalhar períodos importantes, como as épocas de acasalamento ou de migração dos animais. A prevenção é a melhor forma de se combater crimes, e nisso inclui-se os crimes contra a natureza”, explica Arie.

 


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