#4 novos padrões de comportamento e consumo em 2022

A pandemia alterou o uso das ferramentas digitais e, principalmente, o tempo que dedicamos a elas. De acordo com a plataforma de análise de dados appannie, os consumidores em todo o mundo gastam em média 4,2 horas por dia com aplicativos em seus smartphones por dia. Isso representa um aumento de 30% em relação a dois anos atrás.

Em alguns países, a média chega a mais de cinco horas. Segundo o relatório, no primeiro trimestre de 2021, a média de tempo em países como Estados Unidos, Turquia, México e Índia ultrapassou quatro horas diárias pela primeira vez.

As mudanças deram margem à criação de novos padrões de comportamento e consumo que já estão influenciando as estratégias e planos para 2022.

  • Design adaptativo

Os consumidores buscam exclusividade e personalização. A tendência é que a experiência seja alterada de acordo com o comportamento e o gosto expressados pelos dados de forma cada vez mais customizada, por meio das novas tecnologias.

Um exemplo é o serviço de assinatura para compra de vitaminas, Baze. Por meio de um dispositivo, o usuário faz um exame de sangue em casa, cujo resultado é enviado online e a partir dele é feita a análise da necessidade de suprimento de 11 nutrientes.

  •  Sustentabilidade como serviço

A sustentabilidade é, cada vez mais, uma prioridade. Formas e serviços para consumir minimizando o impacto para o planeta e as gerações futuras é uma megatendência para o próximo ano.

O serviço de venda online de alimentos e produtos de consumo, Loopstore, busca reduzir o descarte de embalagens e a geração de resíduos. Os produtos são entregues ao consumidor em embalagens reutilizáveis que depois são recolhidas e reutilizadas.

  •   Companheiro virtuais

Com o aumento da demanda de conexões mais humanas, os assistentes virtuais passaram a desempenhar o papel de conselheiros e até amigos de quem opta por se relacionar com a inteligência artificial.

O chatbot Replika, por exemplo, responde perguntas sobre hábitos e constrói uma imagem da personalidade da pessoa com quem está interagindo.

  • Cultura aberta

Com a revolução de transparência, as paredes das organizações se tornaram de vidro. A cultura interna reflete nos sentimentos emocionais que as pessoas têm das organizações.

Exemplo: Tortoise, empresa de conteúdo jornalístico que convida o leitor para ver a agenda de publicações do dia. Essa é uma forma de transformar a cultura fechada em aberta.

“A pandemia provocou mudanças radicais e rápidas no comportamento do consumidor, que vieram para ficar. Os novos hábitos e padrões devem nortear as estratégias e ações das empresas no próximo ano”, afirma Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

Ele ressalta o protagonismo das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança), que cada vez mais determinam as decisões de consumo. “Os consumidores esperam que as marcas cumpram o que dizem e que sejam capazes de mostrar de forma tangível o que estão fazendo para causar impacto positivo nas comunidades e no meio ambiente”, conclui.