5 tratamentos de saúde usando realidade virtual

No mais recente filme de Steven Spielberg, Jogador nº 1, as pessoas preferem viver no universo virtual do jogo OASIS do que na realidade caótica do mundo real. “Popular em jogos e em outras formas de entretenimento, a Realidade Virtual vem ganhando espaço em aplicações mais essenciais, como saúde e bem-estar”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. Associada à neurociência, a RV vem se provando eficaz em diversos tratamentos.

Perda de memória – Neurocientistas da UCLA usaram a RV para pesquisar como o cérebro grava e recupera memórias. Pela primeira vez usaram uma combinação de RV e implantes cerebrais para captar sinais em situações virtuais. O objetivo é desenvolver terapias que recuperem a memória de pessoas com Alzheimer, traumas ou doenças cerebrais.

Dor crônica – por meio da RV, a pessoa é colocada num lugar ou situação agradável e relaxante, um paliativo para a dor. Outra aplicação em estudo é a estimulação do cérebro para bloquear os receptadores da dor, como um analgésico ou reprogramá-lo. Além do bem-estar, isso pode reduzir o tempo de internação de doentes diminuindo os custos dos tratamentos.

Medos e fobias – O uso da RV permite às pessoas enfrentarem situações que causam mal-estar com a certeza de que não é real, a RV ajuda a tratar fobias e medos. Ou fornecendo uma forma de escape que tira sua atenção do que lhe causa aflição. O laboratório Hermes Pardini, por exemplo, passou a usar óculos de realidade virtual para vacinar crianças.

Ansiedade e estresse – Com intervenções psicológicas como hipnose clínica e terapia cognitiva comportamental, entre outras, feitas por meio de RV o OnComfort trata estresse e ansiedade, dispensando medicação.

Autismo – A analisar a reação de pessoas com autismo em situações cotidianas e interações sociais simuladas por meio da RV, ajudando-os a desenvolver habilidades necessárias para sua independência.

Ao contrário das personagens de Spielberg, a tecnologia de realidade virtual não será meio de fuga, mas, sim, de melhor qualidade de vida e bem-estar no mundo real.

 

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