A aranha-robô e outras inovações tecnológicas da medicina

Os avanços tecnológicos dentro do âmbito da medicina nos últimos anos são significativos e surpreendem pacientes e estudiosos da área. Segundo o Singularity Hub, a medicina ainda vai avançar mais nos próximos 10 anos do que nos últimos 100. Tendo em mente que no último século desenvolvemos tratamentos eficazes para doenças que já foram consideradas incuráveis e aumentamos a expectativa de vida em décadas, há grandes expectativas sobre o que está por vir.

Uma das últimas novidades apresentadas pelos cientistas é uma aranha que ajuda médicos a fazer suturas nos pacientes durante a cirurgia. Não, não é uma aranha de verdade. Engenheiros e pesquisadores das universidades de Harvard e de Boston, nos EUA, desenvolveram um pequeno robô, inspirados nos aracnídeos, para ajudar em tais tarefas.

Aranha-pavão australiana

A inspiração para a aranha-robô veio da aranha-pavão australiana, uma das menores da espécie. “Os menores sistemas robóticos ainda tendem a ser muito simples, geralmente com apenas um grau de liberdade, o que significa que eles só podem fazer uma mudança específica em sua forma ou no tipo de movimento que executam”, disse Sheila Russo, coautora do estudo. “Ao desenvolver uma nova tecnologia híbrida que combina três técnicas de fabricação diferentes, criamos uma aranha robótica feita apenas de borracha, capaz de executar alterações em sua estrutura, seus movimentos, suas cores e com recursos minúsculos”.

A aranha-robô não é a única novidade tecnológica que podemos ver nos próximos anos. Veja abaixo outras tendências que podem impressionar os próximos estudantes de medicina.

Órgãos artificiais

Segundo o jornal estadunidense MedGadget, os órgãos artificiais devem se tornar populares até 2021. Esses órgãos seriam capazes de substituir as funções dos originais do corpo humano, quando estes entram em falência.

Isso representaria uma diminuição nas filas para transplantes. Até mesmo um coração artificial está sendo desenvolvido. A ideia é que menos pessoas morram à espera da chegada de um órgão. Tudo se torna mais fácil quando ele pode ser produzido em laboratório.

Além do coração, o pâncreas artificial, já aprovado pela FDA (US Food and Drug Administration — órgão que cuida de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos), pode representar uma possibilidade de cura para a diabetes. Já falamos no blog sobre essa inovação.

Aspirina Eletrônica

A tecnologia desenvolvida pela Autonomic Technologies, Inc. é uma ferramenta para bloquear os sinais SPG ao primeiro sinal de dor de cabeça. O sistema envolve o implante permanente de um pequeno dispositivo estimulador de nervos na gengiva superior, no lado da cabeça normalmente afetado pela enxaqueca. A ponta do implante conecta-se ao feixe SPG, de modo que quando um paciente sente o início de uma dor, ele coloca um controle remoto na bochecha próximo ao implante. Os sinais resultantes estimulam os nervos SPG e bloqueiam os neurotransmissores causadores de dor.

Edição de genes

Trata-se de uma cirurgia, que pode ser feita diretamente em um gene, a fim de modificar a sequência do DNA no interior do cromossomo. Dessa forma, seria fácil alterar condições que levam o paciente a desenvolver doenças como fibrose cística e até mesmo eliminar o vírus HIV.

O governo dos Estados Unidos já aprovou a realização do primeiro teste da técnica em humanos. Ela será utilizada em um tratamento de câncer, possibilitando avanços na imunoterapia.


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