A corrida pelas soluções que dispensam o toque

Manter distância e evitar ao máximo tocar em pessoas e objetos passou a ser o mantra desde a eclosão da pandemia da covid-19. Equipamentos com tecnologia “sem toque” ou touchless vêm se multiplicando nos setores financeiro, imobiliário, de varejo e transporte, entre outros.

Sensores, inteligência artificial, reconhecimento facial e de voz, QR Codes e aplicativos são as tecnologias que integradas vêm dando forma à economia sem contato (Contactless Economy), com soluções para muitas das atividades que fazemos diariamente.

A indústria de meios de pagamento que já estava neste caminho, mas ganhou impulso com a pandemia, ajudou a consolidar sistemas que usam QR Codes ou NFC, sigla em inglês para Near Field Communication. São elas que possibilitam fazer pagamentos por meio da leitura de códigos de barras embutidos nos QR Codes ou pela aproximação do celular. E avança também no uso de reconhecimento facial, principalmente para substituir os sistemas que usam biometria, isto é, toque.

As assistentes virtuais como Siri, da Apple, Alexa, da Amazon, Cortana, da Microsoft, Bixby, da Samsung, e o Google Assistant, que usam reconhecimento de voz, também fazem parte deste ecossistema.

Embarque sem toque
Entre as inovações mais recentes estão os elevadores cujos botões são acionados por proximidade, sem precisar tocá-los, como os que já são usados no aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. No mesmo país, o controle para verificação de passaporte do aeroporto de Dubai é feito por tecnologia de reconhecimento facial nos 15 segundos necessários para atravessar um túnel inteligente (smart tunnel). Sem toque e sem filas.

Os aeroportos, aliás, parecem estar à frente na corrida pela eliminação do toque. No de Avalon, na Austrália, os passageiros podem fazer o check in e despachar bagagens interagindo com os totens por meio de movimentos de cabeça. Câmeras captam os movimentos e comandam o cursor na tela preenchendo as informações necessárias.

E dois líderes do setor, a Société Internationale de Télécommunications Aéronautiques (SITA) e a International Air Transport Association (IATA), estão desenvolvendo soluções semelhantes usando biometria para verificação de passaportes e cartões de embarque.

“Não tocar em pessoas e objetos ou restringir ao máximo essa necessidade passou a ser uma demanda urgente com a pandemia, mas é também uma evolução histórica”, conclui o especialista em tecnologias disruptivas Ariê Halpern.