Geração Y no mercado de trabalho

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Os jovens da geração Y, conhecida também como “Millenium”, cresceram em meio a avanços significativos nos campos da tecnologia e da inovação, testemunhando  mudanças emblemáticas: o adeus ao videocassete e as boas-vindas ao aparelho de DVD; a substituição do computador por telas menores e mais inteligentes, como é o caso dos notebooks, smartphones e tablets; a ascensão dos serviços de streaming, entre outros. Eles chegaram ao ambiente corporativo com extremo domínio digital e, em sua maioria, já ocupam cargos de chefes e líderes no mercado de trabalho. E, como toda geração, eles têm a sua própria maneira de gerenciar equipes.

Segundo relatório do Bank of America, em 2025, os jovens da geração Y serão responsáveis por 75% da força mundial de trabalho. O perfil dos jovens dessa geração, que cresceram sob diversos estímulos digitais e inovações tecnológicas, e, por essa razão, realizam múltiplas tarefas sem grandes dificuldades, é ditado pela busca constante de oportunidades. Para eles, o crescimento profissional caminha junto ao pessoal; querem trabalhar em ambientes flexíveis e que, de certa maneira, impactem positivamente a sociedade em que vivem. O perfil, embora generalista, revela uma característica aflorada dessa geração: eles sabem como deve ser o local de trabalho dos  “sonhos”.

Sidnei Oliveira, especialista em gerações, autor do livro “Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes”, diz em entrevista à “Época Negócios” que os jovens dessa geração podem se tornar líderes frágeis, destacando-se mais como porta-vozes. Reproduzo um trecho de sua entrevista: “Um jovem da Geração Y é um profissional que ouve toda a equipe e leva as opiniões do grupo à direção da empresa, mas não toma decisões, nem determina prioridades. O problema disso é que cada funcionário vai pensar na solução olhando para as suas necessidades individuais”, comenta o especialista.

Para o autor, é essencial o preparo das empresas para abrigar o perfil dessa geração, desenvolvendo, principalmente, modelos colaborativos. Muito presente em startups e outras empresas digitais, esse modelo criará um território corporativo propício para que os jovens dessa geração desenvolvam suas características naturais e aprendam a aliá-las a um bom aproveitamento no ambiente de trabalho.


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