“A nova medicina será disruptiva”, diz Arie Halpern

"A nova medicina será disruptiva", diz Arie Halpern

“A nova medicina será disruptiva”, diz Arie Halpern

As tecnologias disruptivas levarão a medicina para o futuro. Em hospitais e clínicas, equipamentos de ponta começam a dar mostras do que vem por aí. “Uso de redes em nuvem, de inteligência artificial, de nano robótica e de tecnologia aplicada em vestimentas vieram para confirmar que a nova medicina será disruptiva”, diz Arie Halpern, economista com foco em tecnologias disruptivas e projetos de inovação. O Disruptivas&Conectadas fez uma lista com as 12 inovações que devem mudar a medicina nos próximos anos.

1. Retinas artificiais
As estatísticas da Organização Mundial de Saúde apontam que mundialmente 285 milhões de pessoas sofrem de perda total ou perda moderada ou severa da visão; no Brasil, esse número é de 6,5 milhões, segundo o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma realidade que pode mudar graças à tecnologia. A Nano-Retina criou um dispositivo que substitui a funcionalidade das células fotorreceptoras danificadas e provoca a estimulação elétrica necessária para ativar as células da retina saudáveis restantes. “Com esse tipo de avanço, alguns problemas de visão poderão ser revertidos, ou seja, essas pessoas voltarão a enxergar”, diz Arie Halpern.

2. Lâmpadas anti-bactérias
Consegue imaginar lâmpadas que matam bactérias? “Elas já estão sendo desenvolvidas para instalação em hospitais”, diz Arie Halpern. Um exemplo de empresa que está investindo nessa tecnologia é a Indigo-Clean, nos EUA. Ela criou lâmpadas capazes de matar bactérias, e o funcionamento é simples: a luz emitida pelas lâmpadas reflete nas paredes e superfícies até penetrar nas bactérias, causando uma reação molecular que mata os microrganismos.

3. Telemecidina
Distâncias podem significar a morte para pacientes que moram no campo ou longe de hospitais e clínicas.“A telemedicina pode ser a melhor solução para esses casos”, diz Arie Halpern. Na telemedicina, equipamentos eletrônicos especializados são usados para monitorar um paciente, independentemente de distâncias. Esse método não só facilita a vida do paciente, como diminui as filas de atendimento em prontos-atendimentos.

4. Imagens holográficas
A realidade virtual, ou holografia, tem sido um grande passo no tratamento de várias doenças. Uma delas, como já foi comentado uma vez no blog, é o Parkinson. “Com o uso de óculos 3D, médicos conseguem simular uma caminhada nas sessões de fisioterapia de pacientes com Parkinson, estimulando diferentes áreas do cérebro e diminuindo o avanço da doença”, explica Arie Halpern.

5. Transferência de DNA mitocondrial
Na área da medicina genética, a transferência de DNA mitocondrial em fertilizações in vitro pode não só evitar doenças, mas também aumentar a expectativa e a qualidade de vida do ser humano. A ideia é, além do DNA dos pais, utilizar o DNA de uma terceira pessoa e colocá-lo dentro das células mitocondriais. Duas transferências desse tipo foram realizadas com sucesso nos anos 1990.

6. Wearables
Os wearables são roupas “inteligentes”, ou seja, são equipadas com uma série de componentes tecnológicos capazes de colher dados e compartilhar informações. “Um dos maiores exemplos são os smart watches, relógios inteligentes que já estão sendo comercializados por diversas corporações, como a Apple”, explica Arie Halpern. Esses aparelhos, que podem ser também roupas e óculos, são capazes de captar informações como atividades físicas praticadas, hábitos de sono, temperatura corporal e frequência cardíaca e transferi-los para um banco de dados.

7. Compartilhamento em nuvem
As nuvens são utilizadas há anos para compartilhar arquivos, músicas, salvar dados e diversas outras atividades. Na medicina, conjuntos de aparelhos interligados, tanto na casa do paciente como nos hospitais, reduzirão o tempo de espera para resultados de exames e permitirão que médicos monitorem seus pacientes em tempo real.

8. Impressões em 3D
“O surgimento das impressoras 3D possibilitaram enorme economia nos gastos de materiais, assim como uma liberdade criativa muito grande, e isso chegou também na área da saúde”, comenta Arie. Com impressoras 3D, é possível agora criar próteses com preços muito mais acessíveis e outros tipos de acessórios personalizáveis, como cadeiras de rodas.

9. Nano-robôs
Na corrente sanguínea, os pequenos nano-robôs poderão aplicar remédios muito mais eficazes do que aqueles que precisam ser engolidos e absorvidos pelo sistema digestivo ou podem ajudar pessoas com problemas respiratórios a carregar mais oxigênio no sangue.

10. Próteses controladas pela mente
Pode parecer uma história de ficção científica, mas o caso é bem real. O Laboratório de Física Aplicada da Universidade John Hopkins conseguiu fazer com que Les Baugh controlasse seu braço robótico apenas por pensamento. “Os pesquisadores conseguiram criar uma interface que é diretamente compatível com o sistema nervoso”, diz Arie Halpern. Lendo o cérebro do paciente, essa interface consegue interpretar a intenção de movimento. https://www.youtube.com/watch?v=9NOncx2jU0Q

11. Simuladores de cirurgias
Com o avanço da tecnologia 3D e da realidade aumentada, softwares de simuladores de cirurgias podem ser a melhor forma para treinar futuros cirurgiões. “Assistir cirurgias reais é inspirador para quem quer se tornar um cirurgião”, afirma Arie Halpern, “mas ter a oportunidade de aprender essas cirurgias na prática, sem riscos para nenhum paciente, pode ser a forma de se formar médicos cada vez mais capacitados”.

12. Os próprios hospitais
Quem se sente confortável em ir a hospital e, além de aguentar a lotação e o barulho, ainda ficar exposto à transmissão de doenças? Algumas instituições da saúde começam a investir em projetos para melhorar a experiência das pessoas durante o período de permanência em hospitais. Elas querem utilizar a tecnologia para eliminar a burocracia e melhorar a dinâmica do atendimento. É o caso da NXT-Health. E alguém ainda duvida de que “a nova medicina será disruptiva”, diz Arie Halpern.


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