A revolução dos carros autônomos também é a revolução do entretenimento, diz Arie Halpern

A revolução dos carros autônomos também é a revolução do entretenimento, diz Arie Halpern

A revolução dos automóveis não passa apenas pelo modo como ele será conduzido pelas pistas. A produção cada vez maior dos modelos autônomos traz consigo outra mudança radical: a forma como usaremos as diferentes mídias que temos à disposição. “A maneira como consumimos entretenimento enquanto nos deslocamos de um lugar para o outro vai mudar drasticamente. Por isso, a revolução dos carros autônomos também é a revolução do entrenimento”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor focado em tecnologia e inovações disruptivas.  O portal de tecnologia Wired publicou um artigo que chama essa mudança de “terceiro espaço de convívio”.

Os serviços integrados de transmissão de música já representam uma série ameaça para os rádios automotivos. Não é preciso falar que os smartphones já estão integrados com nossa vida e veículos. Hoje, qualquer aparelho móvel oferece aos motoristas a reprodução musical automática. O próximo passo, então, só pode ser um: passageiros e motoristas poderão assistir a vídeos e se entreter com jogos.

A Ford já se movimenta para mudar o paradigma de como vemos as telas dentro dos carros. A fabricante chegou a patentear um sistema de entretenimento para veículos autônomos, preenchendo o para-brisa com uma tela, o que significa, mais do que nunca, que nossa atenção à estrada pode ser ignorada.

Dentro deste contexto, não é difícil imaginar que o rádio venha a perder espaço. O serviço de streaming Spotify vem conquistado uma geração que pode ter o entretenimento visual como a bola da vez.

Se a primeira ameaça à rádio é o entretenimento audiovisual, este por sua vez logo deve ser ameaçado pela gamificação. O movimento da Nintendo com seu mais novo console, o Nintendo Switch, indica a presciência da marca. Em breve, por meio da extensão com iPods e reprodutores de DVD, os motoristas poderão, de dentro do seu veículo, pilotar – virtualmente, claro, – em uma das pistas profissionais do jogo Gran Turismo ou assumir o personagem do Super Mario no Mario Kart.

A integração da realidade aumentada e o “head-up display” – tecnologia semelhante a encontrada em aviões de caça – pode fazer com que, em microssegundos, o carro possa interpretar um código QR reproduzido em um outdoor e usá-lo para exibir um anúncio segmentado. Assim como já nos acostumamos com recomendações pessoais indicadas em nossas TVs e celulares, esse tipo de publicidade pode vir a ser tão comum quanto.

“Dizer que ‘o céu é o limite’ não é exagero quando o assunto é o futuro dos carros autônomos e conectados. Este horizonte pode ser rico em oportunidades de inovação e lucro para as empresas envolvidas”, prevê Arie Halpern. Levando em conta o tempo que passamos dentro de um carro, as mídias envolvidas podem ser poderosíssimas. E, em um terreno que se restringe basicamente ao rádio e à música há muitos anos, é certo que estaremos diante de uma revolução em alguns anos.

 


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