A tecnologia melhora a qualidade de vida de pessoas com deficiência, diz Arie Halpern

Tecnologia assistiva é grande aliada de pessoas com deficiência, diz Arie Halpern

Tecnologia assistiva é grande aliada de pessoas com deficiência, diz Arie Halpern

A tecnologia está melhorando a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Chamada de “tecnologia assistiva”, ela busca desenvolver dispositivos e sistemas que auxiliam as pessoas a manter e a melhorar sua independência na realização de tarefas, à primeira vista, triviais. “Quando conseguimos fazer determinadas atividades sem dificuldades, esquecemos que, para outras pessoas, esse simples movimento pode ser um desafio”, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

A Exo-Glove Poly é um exemplo de tecnologia assistiva projetada para pessoas que vivem com algum tipo de paralisia nas mãos e nos dedos, causados por lesão medular, acidente vascular cerebral ou paralisia cerebral. Essa luva especial é feita de polímero e veste os dedos indicador, médio e o dedão, permitindo que seu usuário consiga segurar e carregar objetos. Para isso, ela conta com um sistema de fios ligados a um motor que simulam a função dos tendões, abrindo e fechando a mão.

Para pessoas que sofrem de surdez ou com dificuldades de fala, a empresa americana MotionSavvy desenvolveu o UNI, um dispositivo semelhante a um tablet com uma interface especial voltada para a comunicação. Ele reconhece a linguagem falada e a reproduz de forma escrita, além de possuir uma câmera com sensores especiais que identificam a linguagem de sinais, podendo reproduzi-la por texto escrito ou áudio.

A tecnologia nos permite desenvolver inúmeras formas de melhorar a vida de pessoas com deficiência, diz Arie Halpern. Para o empreendedor, as empresas e, principalmente, as startups têm espaço para explorar esse setor, que ainda é pouco focado pelas empresas de tecnologia. A Microsoft é uma das que tem desenvolvido sistemas pensando nesse nicho. O novo Windows 10, que conta com a inteligência artificial Cortana, trouxe uma interface mais complexa com um leitor de tela avançado e respostas a comandos de voz.

Os estudantes de engenharia e computação são outro grupo que decidiu investir em tecnologias assistivas. Na Rice University, no Texas, alguns estudantes se juntaram e criaram o cinto SMART (Seizure Monitoring and Response Transducer), capaz de detectar sinais de convulsões no usuário e mandar mensagens de aviso para parentes ou amigos, extremamente útil para pessoas que sofrem de epilepsia.

“É importante lembrar que a parceria entre pesquisadores e pessoas com deficiência é essencial para que a tecnologia assistiva, além de criada, seja útil e prática para aqueles que forem usá-la”, comenta Arie Halpern. Desse tipo de parceria resultou o projeto da colher Liftware, criada por uma empresa de mesmo nome. Esse utensílio foi desenvolvido para conter tremores associados com as condições médicas de Parkinson e outros tipos de tremores. A Liftware conta com microprocessadores e sensores de movimentos que compensam o movimento das mãos, deixando a comida estável o suficiente para que o usuário a coma sem derramá-la. O equipamento fez tanto sucesso que a empresa foi comprada pelo Google em 2013.


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