Afinal, o que é inovação disruptiva?

Portais para comprar uma variedade de produtos sem sair de casa, plataformas para alugar carros e casas e serviços de streaming para ver os filmes e ouvir as músicas preferidas e descobrir novas sempre que quisermos se multiplicaram. Deixamos de comprar discos, CDs e DVDs, o varejo tradicional teve de migrar para novos canais e modelos de negócios.

Os casos de sucesso são muitos. Hoje podemos criar negócios em nossas próprias casas, graças às tecnologias. E quando um novo negócio muda a rotina e forma como fazíamos alguma coisa, temos a disrupção.

Um novo negócio muitas vezes não requer mais grandes investimentos nem depende de grandes estruturas e empresas. “Basta ter uma ideia inovadora e identificar as ferramentas necessárias para concretizá-las e provocar uma mudança no mercado”, diz Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

O consumo foi o segmento mais afetado pelas tecnologias disruptivas. Passou por uma verdadeira revolução. E, com elas, os processos de compra ficaram muito mais rápidos e simples, desde a escolha dos produtos até o pagamento. E eles, por sua vez, criaram novas demandas e serviços.

O que caracteriza um produto ou serviço disruptivo?

Em resumo, a disrupção é a transformação de um serviço ou produto em algo novo, via de regra, usando uma nova tecnologia e provocando uma mudança radical.  A nova alternativa muda o relacionamento do consumidor com a empresa. E o atrativo costuma ser a possibilidade de atender suas necessidades de maneira mais rápida e mais fácil.

Para as empresas ou para quem oferecia o produto ou serviço anteriormente, a mudança significa o fim de seu negócio como era. A saída? Mudar junto. E rápido. Isso significa que toda inovação provoca também destruição ou substituição da antiga forma de fazer as coisas.

Muitas vezes, as inovações disruptivas visam a um público de menor poder aquisitivo, uma nova parcela de pessoas que não consumia aquele produto ou serviço. Além disto, elas se tornam mais acessíveis devido à escala, à possibilidade de expandir o mercado a limites muito maiores, devido às novas tecnologias e ao mundo conectado.