Amazon e Whatsapp precisam melhorar políticas de privacidade, diz EFF  

Amazon e Whatsapp precisam melhorar políticas de privacidade, diz EFF  

Amazon e Whatsapp estão aquém quando o assunto é privacidade. Quem afirma é a EFF (Electronic Frontier Foundation), organização sem fins lucrativos que visa proteger os direitos de liberdade de expressão na era digital, por meio do relatório anual “Who Has Your Back?”.

A maior rede de varejo do mundo e o aplicativo de mensagens receberam classificação de duas estrelas (a pontuação máxima é cinco estrelas) e foram repreendidas por conta de suas práticas de privacidade “decepcionantes”. Elas foram criticadas por não adotarem políticas públicas fortes para pedidos de dados feitos pelo governo norte-americano e também pela falta de políticas para solicitar a revisão judicial de ordens de mordaça determinadas pela NSL (do português, cartas de segurança nacional), forma de intimidação judicial usada pelo FBI para que empresas entreguem dados sem que tenham que provar causa ou razão.

“Embora as duas empresas mereçam ser aplaudidas pela defensa das reformas para superar a vigilância da NSA (o que seria equivalente no Brasil à Agência de Segurança Nacional), elas não estão atuando como líderes em outros critérios examinados”, afirma o órgão. “Recomendamos à Amazon e ao WhatsApp a melhora de suas políticas no próximo ano para que correspondam aos padrões de outros serviços principais em linha”.

O sétimo relatório sobre privacidade da EFF analisou políticas e ações públicas de 26 empresas, classificando-as em cinco categorias: melhoras práticas do setor; políticas de privacidade e suas negociações com os governos; promessas não vendidas aos usuários; resistência às ordens da NSL; e se a empresas avaliadas estão contribuindo com o debate público a fim de definir a coleta de dados proposta pela seção 702, sobre o limite da criptografia.

Nove empresas obtiveram a pontuação total de cinco estrelas: Adobe, WordPress, Wickr, Sonic, Pinterest, Dropbox, Lyft, Uber e Credo Mobile.

Tanto a Amazon quanto o Whatsapp não responderam ao pedido de entrevista do jornal The Guardian.


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