Aplicativos ajudam jovens a combater a depressão

Estudo divulgado em maio deste ano pela Blue Cross Blue Shield, federação norte-americana de saúde, mostra que a taxa de depressão entre adolescentes de 12 a 17 anos vem crescendo desde 2013. Em um período de três anos, de 2013 a 2016, a depressão entre adolescentes aumentou 63%. Para ajudar no tratamento da doença estão sendo desenvolvidos diversos apps, aproveitando a forte relação do adolescente com smartphones e redes sociais.

Um exemplo é o da jovem inglesa Nichola McAvoy, que desde os 11 anos convive com alopecia (perda de cabelo). Ela criou um aplicativo – o alopecia friend – de localização de pessoas portadoras da doença para que jovens e adultos façam amigos e juntos consigam superar as inseguranças que essa patologia causa em 2% da população mundial.

A ideia de desenvolver o aplicativo veio depois de conhecer Nicola, hoje sua melhor amiga, que também sofre da mesma doença e entende a situação de ter baixa autoestima depois de perder todos os pelos do corpo.

Saúde mental

Outras ferramentas que ajudam a combater a depressão e prevenir o suicídio entre os adolescentes são o Kooth, da chinesa XenZone, e o Calm Harm, do serviço nacional de saúde inglês, o NHS.

O app Kooth funciona como uma plataforma de aconselhamento online e de bem-estar emocional para crianças e jovens, e pode ser acessado gratuitamente através de dispositivos móveis, tablets e computadores.

Já Calm Harm, também gratuito, é apenas um dos 18 aplicativos médicos criados pelo NHS England para ajudar a combater problemas emocionais e mentais. Ele ajuda centenas de jovens a gerenciar suas emoções usando um diário de humor e técnicas para reduzir sentimentos de angústia.

Veja o vídeo sobre o aplicativo: 

Para Arie Halpern, aplicativos de saúde mental e serviços de suporte online são essenciais, uma vez que a maioria dos jovens passa muito tempo conectado. “Esses aplicativos devem ser entendidos como uma forma  complementar às terapias convencionais – acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Os aplicativos mais informais podem ser o primeiro contato dos jovens com a ajuda de que eles tanto necessitam”, conclui Arie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *