Arie Halpern: a disruptura avança no setor de busca online

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Para Arie Halpern, a disruptura nos sistemas de buscas virá dos desejos do consumidor

Fazer pesquisas na internet hoje é muito fácil. Basta acessar um sistema de busca online, como Google e Bing, escrever as palavras chaves e pronto! Apesar dos sistemas de busca terem registrado grandes avanços, essa é uma tecnologia recente em termos históricos. O primeiro sistema do tipo foi lançado em 1990. O Google, maior sistema de buscas do mundo, surgiu em janeiro de 1996 e já bateu inúmeros concorrentes. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, a disruptura tecnológica tem avançado muito no setor dos sistemas de busca online e deve aumentar ainda. “Pesquisa por texto, por voz e até por imagem já são possíveis. O usuário é que irá definir como será a evolução dos mecanismos de busca”, prevê o economista.

Com a chegada ao mercado de smartphones e tablets o uso de serviços de buscas teve um grande impulso, o que aumentou o interesse e, consequentemente, os investimentos no aprimoramento dessa tecnologia. Segundo a empresa de pesquisa de marketing Smart Insights, diariamente são feitas mais 6 bilhões de buscas no mundo todo. Desse total, 4 bilhões utilizam a ferramenta do Google, enquanto o Bing, que vem em segundo lugar, responde por apenas 800 mil buscas por dia. As previsões indicam que esses números só tendem a crescer, principalmente devido a expansão da internet das coisas (IoT), observa Arie Halpern.

Os algoritmos de buscas necessários para o funcionamento desses sistemas estão aproveitando o aumento da conectividade entre os aparelhos. Para Aaron Friedman, diretor de inovação da empresa Five Blocks, a IoT tem sido essencial para o setor, pois permite que os mecanismos de busca saibam o contexto das situações que levam as pessoas a fazer pesquisas na internet. Segundo o especialista, entender o contexto de busca ajuda a oferecer as informações que as pessoas realmente estão procurando, no momento certo. Para Arie Halpern, um dos fatores que torna possível compreender o contexto em que as buscas ocorrem é a chegada dos assistentes pessoais na casa das pessoas. O Google Now e o Amazon Echo, por exemplo, apostam na comunicação verbal para atender as buscas dos usuários.

Para funcionar, os sistemas de buscas precisam ser capazes de computar uma quantidade enorme de dados. Esses dados, ou algoritmos, determinam quais páginas serão relevantes na busca apresentada ao usuário, definindo a ordem em que os resultados aparecem na tela. Com os assistentes pessoais e a busca por voz, associadas à evolução da internet das coisas, os provedores dos sistemas de busca conseguem coletar maior quantidade de dados sobre os motivos que levam os usuários a procurar determinadas palavras chaves. Com um sistema mais eficiente de análise de dados,  será possível oferecer cada vez melhores opções e com mais rapidez. “Atualmente, aplicativos como o Waze conseguem fazer sugestões corretas aos usuários baseado nos históricos das corridas”, explica Arie Halpern. “Os sistemas de busca estão investindo em algo semelhante, analisando o histórico dos usuários. Assim, quando você pesquisar por flores, por exemplo, o sistema de busca poderá avisar sobre uma floricultura próxima a sua casa ou alertar para o aniversário de um parente.  A ideia é que o sistema de busca faça isso já adivinhando o que o usuário vai precisar a partir do histórico dele, como no caso do Waze.”

A disruptura nos sistemas de busca deve também mudar a forma como as empresas investem em marketing digital. Análise do jornal “Huffington Post” mostra que, em alguns anos, os sistemas de busca já poderão fazer reservas em hotéis e comprar passagens de avião para os usuários. O Amazon Echo, conectado às lojas onlines da marca varejista online, já consegue realizar esse tipo de compra.

O formato das buscas também deve evoluir. O Google já permite ao usuário usar uma imagem como “palavra-chave” no processo de busca. Para isso, basta acessar a busca por imagens no site do buscador e fazer o upload da imagem desejada para que o sistema mostre imagens semelhantes encontradas no banco de dados. “Em alguns anos, esses serviços serão tão naturais em nossas vidas quanto os computadores e smartphones”, avalia Arie Halpern.


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