Arie Halpern: as inovações disruptivas estão transformando o ambiente comercial

Para Arie Halpern, a maneira com que as empresas lidam com a disruptura é muito importante

Para Arie Halpern, a maneira com que as empresas lidam com a disruptura é muito importante

A tecnologia, em maior ou menor grau, impacta todas as pessoas. Em meio a tantas inovações e produtos tecnológicos, as empresas e seus líderes precisam aprender a lidar com os processos disruptivos que estão surgindo e se tornando cada vez mais comuns. “As inovações disruptivas estão transformando o ambiente comercial”, diz o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern. “A maneira como as companhias lidam com isso é essencial para seu sucesso dentro do mercado.”

O portal EY publicou uma pesquisa feita com CEOs (diretores executivos) de diversas empresas que mostra que a única forma de alcançar o sucesso é abraçar os processos disruptivos. Segundo a pesquisa, seis entre cada dez executivos ainda vêm a disruptura como uma ameaça e acreditam que suas companhias assumem uma atitude mais reativa do que proativa sobre o assunto. Para Arie Halpern, essa visão pode significar o fracasso de uma companhia, que pode acabar oferecendo serviços ou produtos ultrapassados. A pesquisa, felizmente, também aponta que 60% das empresas estão investindo financeiramente em estratégias disruptivas.

Em relação aos incentivos para seguir um plano disruptivo, quase 30% dos executivos entrevistados apontaram que o maior motivador não é a inovação tecnológica, mas as modificações nas regulações dos países e, em segundo lugar, as mudanças nos hábitos dos consumidores. Um exemplo é a chegada do Uber, que fez com que diversos países revissem suas legislações para transportes individuais e coletivos.

 

A pesquisa aponta, ainda, que 86% dos executivos acreditam que a geração mais velha trará mais mudanças disruptivas do que a tecnologia em si, sobretudo na área de saúde voltada para bem-estar de idosos, principalmente com o crescimento de tecnologias como a internet das coisas (IoT) e sistemas de análises de data. Segundo o portal The Economist, isso se deve ao fato de a geração mais velha ser demograficamente maior do que a de jovens. Além disso, muitos dessa geração estão adotando tecnologia para ter uma qualidade de vida melhor e manter contato com suas famílias.

Outro dado revelador da pesquisa: 32% dos executivos acreditam que seus líderes estão articulando uma cultura de inovação disruptiva. Para Arie Halpern, esse número ainda é pequeno, mas deve aumentar aos poucos nos próximos anos. “Os líderes têm papel essencial para que a empresa e os funcionários se sintam confortáveis ao assumir riscos dentro dos processos disruptivos”, diz.


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