Arie Halpern: as redes sociais podem causar problemas à saúde se usadas em excesso

Para Arie Halpern, redes sociais não são vilãs, mas devem ser vistas com cuidado

Para Arie Halpern, redes sociais não são vilãs, mas devem ser vistas com cuidado

Passados mais de 40 anos desde o envio do primeiro e-mail, em 1971, redes sociais como Facebook e Twitter já são usadas por 1 em cada 4 pessoas no mundo. Estudo da Statista publicado no ano passado mostra que 2,34 bilhões de pessoas estão cadastradas em alguma rede social. Só o Facebook concentra 80% desse número, consumindo em média 40 minutos por dia do tempo de seus usuários. Responsáveis por conectar pessoas ao redor do mundo e por acelerar a troca de informações, as redes sociais também têm sido responsáveis por diversas doenças que afetam o bem estar dos seus usuários. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, as redes sociais não devem ser vistas como vilãs no mundo da tecnologia, mas é importante ficar atento aos seus efeitos colaterais quando utilizadas em excesso.

Em 2012, o jornal “The Telegraph” publicou um estudo da Universidade de Salford, no Reino Unido, relatando que o uso de redes sociais fez com que usuários mudassem seu comportamento de forma negativa. A queixa mais comum entre as 298 pessoas entrevistadas foi de redução da autoconfiança quando em relação às “conquistas” postadas pelos amigos. Dois terços disseram achar difícil relaxar ou dormir após passar um tempo nas redes sociais. Além disso, um quarto dos entrevistados admitiu enfrentar dificuldades em relacionamentos pessoais e profissionais. A pesquisa conclui que pessoas com tendências à ansiedade e depressão podem ser intensamente afetadas pelas redes sociais, mas não são as redes sociais as causadoras dos distúrbios.

Desligar os dispositivos eletrônicos é a solução encontrada por alguns usuários. Mas não é tão fácil como parece. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh mostrou que a privação de redes sociais pode causar sintomas de abstinência em algumas pessoas. Participaram da pesquisa 1.763 usuários, entre 19 e 32 anos. Foram analisados sintomas de depressão, uso de redes sociais e comportamentos de vício. Os pesquisadores analisaram três fatores diferentes: vício, depressão e redes sociais. Foi possível encontrar uma conexão entre depressão e vício e outra conexão entre vício e redes sociais, mas não foi possível apontar uma conexão direta entre as redes sociais e depressão. “A conclusão do estudo revela que não são as redes sociais que provocam doenças, mas o seu uso intensivo favorece situações que podem desencadear esse tipo de sintoma,” observa Arie Halpern.

Outras pesquisas, por sua vez, mostraram que as redes sociais estão sendo usadas por pessoas que sofrem com depressão e ansiedade para melhorar o seu bem estar. O fato de a rede social permitir uma comunicação por escrito têm ajudado pacientes a se relacionar com amigos e familiares sem sentir a pressão da doença, amenizando assim a dificuldade de comunicação. As redes sociais ajudam pessoas que sofrem com problemas de depressão e ansiedade a se conectar com outras pessoas que sofrem dos mesmos problemas, contribuindo para que se sintam menos sozinhas.


Comentários

Arie Halpern: as redes sociais podem causar problemas à saúde se usadas em excesso — 1 comentário

  1. Vejo hoje,como as pessoas,não se desgrudam das redes sócias,pincipalmente com uso de celulares,seja em bar de beira de esquina,ate mesmo em um luxuoso restaurante,porque a presença e marcante,o homem moderno dorme e acorda,pensando no que aconteceu ou que vai acontecer,sem contar as nossas empresas que precisa de comunicação virtual,ou via rede.Nesse exato momento ao meu redor tenho cinco pessoas usando redes socias,isso prova o quanto as pessoas precisa desse companheiro enseparavel que algumas vezes tras consequências e danos as vezes inreparavel.

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