Arie Halpern: China quer ser referência em energia solar

 

Arie Halpern: China quer ser referência em energia solar (JA Solar / Divulgação)

Ao anunciar recentemente o audacioso projeto de construir a maior usina de energia solar sobre água do mundo, a China demonstrou uma vez mais sua intenção de consolidar-se como uma das principais produtoras dessa energia renovável e limpa. No começo deste ano, outro megaprojeto, o de construir a maior fazenda solar do planeta, já afirmava a intenção chinesa. São iniciativas de grande porte, embora ainda sejam pequenas diante do tamanho do problema ambiental provocado pelas emissões naquele país. O interesse chinês também se explica pela busca de alternativas para reduzir a dependência do país em relação aos combustíveis fósseis, cujo mercado é dominado pela Rússia e pelos Estados Unidos. Quaisquer que sejam os motivos, o fato é que esses projetos fazem avançar o desenvolvimento do mercado de energia solar e vêm acompanhados de projetos ambiciosos para o futuro. Segundo explica Arie Halpern: China quer ser referência em energia solar. “São projetos que sinalizam uma virada na forma que o país encara o problema das mudanças climáticas”, diz o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

O compromisso da China se expressa no plano de desenvolvimento da Administração Nacional de Energia (NEA), que visa levar o país à posição de maior produtor de energia solar do mundo. Em 2016, a produção mais do que duplicou. Segundo informações da NEA, até o final do ano a capacidade da China aumentou para 77,42 gigawatts, com a adição de 34,54 gigawatts ao longo do ano, superando a Alemanha em termos de capacidade.

Apesar deste impressionante progresso, apenas 1% de sua geração vem da energia solar; 66% vêm do carvão — algo que a NEA quer mudar drasticamente até 2050. Um relatório do governo sugere que as energias renováveis ​​poderiam atender 86% das necessidades energéticas do país, sendo que a energia solar representaria um terço desse percentual.

O crescimento da produção chinesa de energia alternativa também beneficia empresas mundo afora. É o caso das norte-americanas Seeder e Symtech. Esta última, criada pelo empresário Goef Moser, projeta sistemas de painéis solares usando peças chinesas. Empresas chinesas também buscam oportunidades de geração fora da China. De olho no mercado latino e brasileiro, a chinesa JA Solar anunciou uma subsidiária em terras tupiniquins.


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