Arie Halpern: cinco esportes que evoluíram com tecnologias disruptivas

Arie Halpern: cinco esportes que evoluíram com tecnologias disruptivas (Divulgação / Conmebol)

 

Em algumas áreas a tecnologia tem mais dificuldade para se consolidar. O esporte é uma delas. Muitas modalidades nasceram há décadas ou até mesmo há mais de um século, quando a tecnologia ainda não existia ou então engatinhava. Cinco esportes que evoluíram com tecnologias disruptivas, como o futebol, foram forçados a aceitar a implantação tecnológica seja para suprir a falta de atenção dos árbitros ou para aperfeiçoar a modalidade, como vemos nos exemplos abaixo. “É importante que as inovações sejam incorporadas ao esporte de modo que não interfiram na competição  e que sirva para aprimorar o talento dos  competidores”, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor focado em tecnologia e inovações disruptivas.

Futebol – Por se tratar de um esporte propenso a vários erros de interpretação por parte dos árbitros, muito se discutiu sobre o uso da tecnologia em favor dos juízes nas partidas de futebol. Para sanar erros grotescos como o que manteve a Ucrânia fora da Eurocopa de 2012, a FIFA decidiu por instalar, dentro de cada bola, um chip conectado a sensores na trave que indicam se a pelota de fato atravessou ou não a linha, configurando gol. Tal tecnologia está presente no esporte desde 2014, porém apenas em partidas importantes.

A BOLA COM CHIP E OUTRAS TECNOLOGIAS PARA A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA

Natação – A maioria das mudanças tecnológicas na piscina contribuiu para que recordes fossem quebrados nas últimas edições das olimpíadas.  Além das tecnologias de treinamento, como a medição de desempenho por câmeras subaquáticas e biomarcadores que monitoram o desempenho fisiológico dos atletas na piscina, uma tecnologia de destacou e causou até mudanças no esporte: o maiô inteligente.

Criado para nadadores nas Olimpíadas de Pequim em 2008, o maiô LZR foi utilizado por cerca de 98% dos participantes das provas daquela edição.

A tecnologia da vestimenta permite a compressão do tronco, ao mesmo tempo em que confere maior flutuabilidade aos nadadores. Desde a criação do traje, mais de 90 recordes olímpicos foram superados em um período de 18 meses. A influência do maiô inteligente foi tamanha que houve mudança de regras na categoria. Agora tanto o comprimento como a textura dos maiôs atendem a parâmetros mais estritos.

Boxe – Saber os pontos fracos de seus adversários é uma boa estratégia para a vitória. Porém, o que aconteceria se todos os boxeadores tivessem acesso a esse tipo de informação? Graças a estudantes da Universidade de Sheffield Hallam, na Inglaterra, foi criado um aplicativo conhecido como iBoxer, onde cada boxeador profissional possui um perfil completo. O app destaca todas as características dos lutadores, classificando aspectos como força, agilidade, e pontos fracos de praticamente todos os lutadores olímpicos.

Tênis – Devido à rapidez do esporte, uma das maiores dificuldades dos tenistas é poder monitorar os movimentos que foram realizados durante uma partida. Graças a uma raquete inteligente, a Babolat Play, isso tornou-se possível.

 

Toda a estrutura da raquete é dotada de sensores capazes de enviar sinais para um aplicativo de celular ou tablet, mostrando quais áreas da raquete tiveram maior contato com a bola, quantas vezes o lado de fora e o lado de dentro da raquete foram usados, entre outras informações preciosas para quem busca se aperfeiçoar no esporte. A raquete é tão completa que é usada pelo astro Rafael Nadal.

Um dos maiores impactos no esporte foi a criação de um dispositivo conhecido como Olho de Águia – Hawk-Eye, do inglês – que já está presente em todos os jogos olímpicos da modalidade desde 2008. A tecnologia se utiliza de uma rede de câmeras on-court para rastrear a trajetória da bola e usa técnicas de modelagem para prever seu contato na quadra, permitindo que os juízes detectem se a bola está dentro ou fora da zona de ponto, aumentando o grau de precisão da equipe de árbitros.

Ciclismo – Como forma de melhorar a performance dos ciclistas norte-americanos, a empresa de óculos inteligentes Solos criou um modelo para toda a equipe de ciclismo dos EUA. O dispositivo exibe, diretamente na lente do usuário, métricas de desempenho como frequência cardíaca, velocidade, potência, ritmo, cadência, distância, duração e outros dados sobre condições da pista e clima.


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