Arie Halpern comenta os apps disruptivos

Arie Halpern comenta alguns dos aplicativos mais disruptivos do mercado

Arie Halpern comenta alguns dos aplicativos mais disruptivos do mercado

Com a chegada dos smartphones, os aplicativos para celular vieram para o nosso dia a dia. Suas funções são as mais variadas: enviar mensagens, assistir vídeos, ler notícias e acessar e-mails. O uso desses aplicativos foi se sofisticando e propagando, e empreendedores viram neles uma forma de mudar paradigmas e criar inovações disruptivas. O economista e empreendedor Arie Halpern comenta que esses aplicativos inovadores abriram portas para que pequenas empresas e startups pudessem competir com grandes empresas, já que o ambiente virtual é horizontal e permite maior colaboração entre criadores e usuários.

A  iFood é um bom exemplo disso. Em 2011, a empresa faturou R$ 750 milhões ao transformar o mercado brasileiro de delivery e validar o uso de aplicativos para realizar o serviço. Com ele, o usuário faz um cadastro básico e pode deixar seu cartão de crédito registrado para fazer o pagamento na hora em que fizer o pedido. No sistema, diversas empresas filiadas apresentam seus cardápios e preços e, com apenas alguns cliques, o usuário pode esperar a comida ser entregue em sua casa. “O cotidiano das cidades hoje é muito corrido e uma das praticidades desse tipo de serviço é economizar tempo”, comenta Arie Halpern.

Na área da música, há o Spotify. Lançado em 2006, o aplicativo junta obras de diversos cantores e bandas e permite que o usuário ouça toda sua coleção de músicas pagando apenas uma taxa mensal muito menor do que as gravadoras costumam cobrar por um único álbum. Mesmo outros aplicativos de música, como o iTunes e a Amazon, não conseguiram combater o novo aplicativo e foram forçados a rever suas técnicas de vendas. Um dos motivos apontados para o sucesso do Spotify é que, diferentemente do iTunes, que vende música por unidade, mesmo que a um baixo preço, ele  entrega ao usuário coleções completas, disponíveis a qualquer momento. O modelo é parecido com o da Netflix, que desbancou locadoras e sistemas pay-per-view.

O app mais polêmico dessa geração é, com certeza, o Uber. Seus fundadores, Travis Kalanick e Garrett Camp, para agilizar o transporte de pessoas nas cidades e torná-lo mais confortável, tiveram a ideia de mobilizar motoristas para oferecer “caronas remuneradas” aos usuários. Devido ao seu baixo preço, o sistema bateu de frente com taxistas e leis de trânsito de diversos países, e, agora, busca concorrer até mesmo com o transporte público.

Outro aplicativo que caiu nas graças do público, principalmente dos jovens, é o Venmo, criado pela PayPal. Apesar de ainda ser pouco conhecido no Brasil, o app conta com 25 milhões de usuários no mundo. Sua principal função é permitir que o cliente transfira dinheiro para outro usuário em apenas alguns segundos, sem que seja necessário acessar uma conta de banco e fazer  uma transferência tradicional. “O objetivo dos desenvolvedores era facilitar o pagamento de dívidas entre amigos, como nos casos em que é necessário dividir um taxi ou uma conta no bar”, explica Arie Halpern. “O sucesso foi tão grande que, em inglês, Venmo se tornou um verbo utilizado pelos mais jovens.”


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