Arie Halpern: desafio do computador que previu o sucesso de startups é continuar acertando

Arie Halpern: desafio do computador que previu o sucesso de startups é continuar acertando

Em 2009, a Businessweek desafiou o CEO da Quid AI, Bob Goodson, a programar um computador para escolher 50 empresas que alcançariam o sucesso nos anos seguintes. Estavam na lista as então iniciantes Spotify, Evernote e Zynga – só para dar alguns exemplos. Todas, de fato, tiveram sucesso. Oito anos após a previsão correta, a proposta foi feita novamente.O desafio do computador que previu o sucesso dessas startups é seguir tomando decisões acertadas. “Uma coisa é a máquina reunir um grupo grande de possibilidades, outra é ampliar sua percepção para selecionar escolhas vencedoras”, explica Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Nem só de nomes conhecidos do público e líderes da indústria foi feita a seleção de “Goodson plus the machine”. A lista também conta com empresas de alto desempenho, como a Ibibo, que tinha oito funcionários em 2009 e agora possui US$ 2 bilhões de vendas anuais e é o principal site de reservas de hoteis na Índia. De acordo com o portal Business Insider, 20% das empresas escolhidas atingiram a marca de bilhões em valor de mercado.

Para contextualizar esses resultados e provar o valor da previsão da máquina, a Bloomberg tomou como base o “fundo de fundos” dos Estados Unidos, que tem investido em fundos de capital de risco desde a década de 1980. A pesquisa mostrou que se as 50 empresas fossem uma carteira de capital de risco seria o segundo fundo com o melhor desempenho de todos os tempos.

“O resultado final de qualquer problema complexo ainda depende da mistura entre a intuição humana e a inteligência artificial”, diz Arie Halpern. E essa lista não foi diferente. O trabalho árduo de selecionar 50 mil empresas privadas que receberam capital de risco ou dívidas de empreendimento nos últimos três anos, e identificar as áreas que receberam mais investimento de empresários nos últimos meses, foi feito pela máquina. Coube ao CEO Bob Goodson reduzir a lista ao resultado final.

As áreas mais interessantes para investimentos, segundo o computador, foram: realidade aumentada, tecnologias de reconhecimento e mapeamento de imagens, detecção de segurança e fraude, digitalização da educação, drones, casas inteligentes, inteligência artificial e a tecnologia espacial, o ranking ficou assim. Veja a lista completa aqui.


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