Arie Halpern: disrupturas ajudam a salvar vidas

Segundo Arie Halpern, disrupturas são essenciais para ajudar times de resgate

Segundo Arie Halpern, disrupturas são essenciais para ajudar times de resgate

Equipes de busca e resgate sabem que cada minuto pode fazer a diferença na hora de salvar vidas, seja em uma catástrofe natural ou em um acidente de carro. A tecnologia tem sido parte essencial desses resgates, alcançando desde os equipamentos médicos até veículos e troca de informações em tempo real. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, disrupturas tecnológicas terão grande impacto no auxílio de resgates em situações emergênciais. “Drones, sistemas de data e satélites podem fazer a diferença quando vidas estão em jogo”, diz.

No mundo todo, 4,4 bilhões de pessoas são afetadas por desastres naturais a cada ano, resultando em 1,3 milhão de mortes, segundo dados do portal IDST. As primeiras 24h após um furação ou terremoto são críticas para as equipes de emergência. Em caso de emergências médicas, segundo o portal Quality Watch, o tempo de resposta de uma ambulância para situações com alto risco de vida na Inglaterra chega a 8 minutos; para outras situações, 19 minutos. Em São Paulo, o tempo médio de atendimento para a SAMU é de 15 minutos.

Um das tecnologias disruptivas que já está fazendo diferença é o drone. O projeto “Living Tomorrow” desenvolveu um drone capaz de realizar primeiros socorros, controlado à distância por um operador e acoplado com um desfibrilador. Como o drone não fica preso no trânsito como uma ambulância, pois se desloca pelo ar, ele pode economizar minutos preciosos para a pessoa que estiver indo atender. Segundo o idealizador do projeto, Alec Momont, o drone-ambulância aumenta as chances de sobrevivência do paciente de 8% para 80%. A Associação Internacional de Sistemas de Veículos Não Tripulados acredita que ações de resgate corresponderão a 10% do uso dos drones em um futuro próximo.

Outro exemplo de tecnologia que pode salvar vidas é o Medium-Earth Orbit (MEOSA), uma nova geração de satélites com capacidade de localizar sinais de socorro em tempo real com maior precisão, enquanto outros sistemas podem demorar até duas horas. “Conectar equipes com um sistema avançado de comunicação facilita a coordenação do processo de resgate, otimizando a operação e evitando que informações se percam”, diz Arie Halpern.

Manter a segurança daqueles que trabalham com situações críticas também é essencial. Um estudo do Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos aponta que bombeiros têm duas vezes e meia mais chances de desenvolver câncer ao longo da vida, comparado com outros trabalhadores, devido principalmente à fumaça inalada durante incêndios. A Vault RMS desenvolveu uma plataforma de software que aproveita dados biométricos e situacionais de dispositivos portáteis para construir um perfil de saúde em longo prazo para trabalhadores expostos a ambientes insalubres.

Outras ações, mais simples, também ajudam. É o caso do Facebook Safety Check, usado para que pessoas em regiões atingidas por catástrofes ou atos terroristas dizerem se estão bem, aliviando a preocupação de amigos e familiares e, além disso, evitando que equipes de busca passem tempo procurando por pessoas que estão seguras. O sistema do Facebook consegue identificar a geolocalização do usuário e, em caso de catástrofe, reconhecer quem está na mesma área. Ele envia uma mensagem para o usuário perguntando se ele está seguro. Ao receber a afirmação, o sistema da rede social avisa amigos e familiares conectados que a pessoa está segura.

Para Arie Halpern, não importa o tamanho da inovação, ela sempre pode ser utilizada para salvar vidas. “Um aviso de que você está seguro, como o do Facebook, ou um grande avanço tecnológico, como satélites, são de grande importância para situações de emergência”, diz.


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