Arie Halpern: empreendedorismo social é modelo de negócios da era Millennial

Para Arie Halpern, empreendedorismo social é impulsionado por millennials

Para Arie Halpern, empreendedorismo social é impulsionado por millennials

As causas sociais sempre foram pautas para o mundo dos negócios, mas nos últimos anos é crescente o número de empresas que se dedicam a apoiar projetos com impacto positivo para a sociedade. Conhecido como empreendedorismo social, essa prática das empresas cresceu principalmente devido aos millennials, a geração de jovens nascidos entre os anos 1980 e 2000. Reportagem publicada pelo portal “Huffington Post” aponta que 94% dos jovens da geração millennials têm interesse em usar suas habilidades pessoais e profissionais para o bem da coletividade. “O empreendedorismo social se refere a um sistema de negócio lucrativo que, ao mesmo tempo, busca trazer desenvolvimento para a sociedade”, explica o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, Arie Halpern. “Empreendedorismo social, ao contrário das ONGs, utiliza o mecanismo do mercado para buscar soluções para problemas sociais, ao invés de depender de doações ou apoio de terceiros”, diz.

A preocupação dos millennials em associar o trabalho a um propósito social e não apenas trabalhar com a finalidade de se manter financeiramente tem impulsionado o crescimento das empresas voltadas para o empreendedorismo social. Esse segmento de negócios passou a empregar 36% mais entre 2013 e 2015 e viu a rotatividade aumentar 24% no mesmo período, segundo pesquisa do banco holandês ABN AMRO. “Essa movimentação maior de pessoal sinaliza que o empreendedorismo social é um dos modelos de negócios mais procurados pelos jovens no mundo”, comenta Arie Halpern.

O brasileiro Sergio Arande, criador da organização Agenda Pública, faz parte da lista de empreendedores que está liderando trabalhos dessa natureza. A Agenda Pública tem como objetivo desenvolver soluções para políticas públicas em conjunto com as agências governamentais do País, como habitação, saneamento e saúde pública. Segundo a organização, mais de 8 mil administradores já foram treinados para lidar com gestão pública, políticas básicas e desenvolvimento de políticas públicas. Outra líder de destaque desse segmento de negócios é a indiana Poonam Bir Kasturi. Ela coordena uma empresa cujo objetivo é mudar a forma como o lixo é tratado na Índia. De acordo com Kasturi, sua empresa, a Daily Dump, visa empoderar os indianos para lidar com a distância entre a tecnologia e a natureza, apresentando soluções sustentáveis para lidar com a questão.

O sucesso da organização de Sergio Arande mostra que o empreendedorismo social também vem ganhando espaço no Brasil. Segundo reportagem do portal Globo, mais de US$ 500 bilhões serão investidos em negócios sociais até a próxima década; 73% dos millennials brasileiros procuram uma carreira conectada a causas sociais. Para Arie Halpern, o grande sucesso do modelo se deve ao fato dele ter somado características de outros modelos. “Ao invés de ser totalmente comercial ou totalmente voluntário, o empreendedorismo social aprendeu a balancear as duas posições para crescer.”


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *