Arie Halpern: energia atrai investimentos das startups

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As startups são um dos modelos de negócios que mais cresce no mundo e um dos que mais oferece diversidade de dispositivos e serviços aos consumidores. Depois de produtos nas áreas de saúde, finanças, educação, fitness e até mesmo produtos para animais de estimação, essas empresas de tecnologia miram o setor de energia. Para o economista e empreendedor de tecnologias disruptivas Arie Halpern, as startups estão trabalhando em várias frentes nessa área – criação de produtos para o gerenciamento do consumo doméstico de energia e desenvolvimento de métodos de produção de energia verde, por exemplo.

Uma das empresas que está investindo em projetos de energia é a Choose Energy, startup americana fundada em 2008 cuja proposta é simplificar os métodos que os consumidores utilizam para comprar energia e gás natural, dando preferência a fontes de energia sustentável, para as quais o consumidor consegue taxas menores. O serviço visa à economia de custos de consumo a partir da possibilidade de escolha de fornecedores. Também voltada para os consumidores, a WattVision seguiu na mesma direção. Com investimentos arrecadados no Kickstarter, criou um sensor de energia que mostra para o cliente, por meio de um aplicativo para smartphones, o quanto ele gasta em energia e com o quê. O aplicativo permite também que o usuário crie metas e faça simulações do quanto pode economizar. O sensor da empresa pode ser encaixado em qualquer medidor de eletricidade.

A californiana Mosaic foi criada para ajudar os consumidores que querem gerar sua própria energia solar. Ela oferece aos clientes empréstimos para a aquisição de placas solares com taxas menores do que as oferecidas pelos bancos nos Estados Unidos, tornando o processo mais simples e viável. Segundo uma reportagem da Reuters, a empresa conseguiu arrecadar US$ 200 milhões para seus empréstimos, valor que deve corresponder a 5 mil instalações de placas solares em telhados de residências. A empresa afirma que os consumidores conseguem economizar até 15% nas contas de luz.

Termostatos inteligentes são outra aposta nos Estados Unidos e na Europa. Esses dispositivos podem ser usados com automação residencial e são responsáveis por controlar o aquecimento de uma casa ou o ar condicionado. Segundo a IOT Analytics, o mercado voltado para esses aparelhos cresceu 123% em 2015, devido principalmente ao aumento da adoção dos consumidores do conceito de smart house, ou “casa inteligente”, que consiste em ter diversos equipamentos eletrônicos de uma casa interligados pela internet. Após instalados, esses dispositivos são acionados por aplicativos de smartphone em que o usuário pode adicionar comandos para o controle da temperatura. Como os aplicativos utilizam algoritmos para que o termostato funcione da maneira mais efetiva possível, há economia de energia para os consumidores. A Tado é uma das startups que investiu nessa área e já conseguiu arrecadar US$ 23 milhões para seus serviços.

“O maior desafio das startups que investem na área de energia são as regulamentações que cada País possui para os serviços de energia, dificuldades essas semelhantes às que o Uber teve de enfrentar com as diferentes legislações de trânsito”, diz Arie Halpern. “As companhias de energia precisam se preparar para a chegada desses serviços disruptivos.”


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