Arie Halpern explica as diferenças entre realidade aumentada e realidade virtual

Arie Halpern explica quais são as diferenças entre realidade virtual e realidade aumentada

Arie Halpern explica quais são as diferenças entre realidade virtual e realidade aumentada

Quando o assunto é tecnologias disruptivas, duas das mais comentadas são a realidade virtual (virtual reality) e a realidade aumentada (augmented reality). No entanto, muitas pessoas ainda acreditam que elas são a mesma coisa. “As pessoas não estão completamente equivocadas, os dois tipos de realidade são como as duas faces de uma moeda”, explica o economista e empreendedor Arie Halpern. “A realidade virtual possibilita a recriação digital de uma situação real, enquanto a realidade aumentada permite sobrepor elementos virtuais ao mundo real.”

A realidade virtual (VR) é a simulação de um cenário ou situação real gerada artificialmente através de um computador. Ela imerge o usuário, fazendo-o sentir que está experimentando uma “realidade” em primeira mão, principalmente devido aos estímulos sonoros e visuais. Para passar a experiência completa, a VR utiliza-se de visores especiais como o Google Cardboard e o Oculus do Facebook. Dessa forma, é possível criar cenários originais e até fantasiosos, como no caso de videogames e filmes 3D, ou melhorar o treinamento para práticas “reais” a partir de simulações, como no caso de cirurgias ou simulações de voo para pilotos.

A realidade aumentada (AR), por sua vez, é uma tecnologia que cria camadas com melhorias geradas por computador sobre objetos do “mundo real” a fim de tornar mais significativa a capacidade humana de interagir com eles. A AR é utilizada através de aplicativos em dispositivos móveis para “misturar” informações reais com informações digitais, mas permitindo que elas sejam facilmente identificáveis. Um exemplo é o aplicativo World Lens, que traduz placas em diversas línguas utilizando a câmera do celular como display.

Arie Halpern explica que, apesar de a realidade virtual ser muito mais conhecida, a realidade aumentada tem crescido rapidamente. Uma pesquisa do portal Digi-Capital diz que o mercado de realidade virtual deve superar o de VR, chegando a US$ 90 bilhões até 2020, US$ 60 bilhões a mais do que o estimado para o mercado de realidade virtual. Muitas empresas também especulam que a realidade aumentada acabará por substituir o smartphone.

Ainda há diversos problemas que a realidade aumentada deve resolver antes que possa crescer dessa forma. Um deles é o fato de que a maioria das pessoas não gosta de usar óculos e geralmente só o fazem por necessidade, como nos casos de problemas de visão. Os óculos de AR também não são transparentes, o que atrapalha a vista do “mundo real”, e, muitas vezes, há uma disparidade no foco das imagens projetadas com os objetos reais que pode causar fadiga nos olhos e até mesmo náusea. Mas, apesar das dificuldades, a tecnologia tem apresentado ideias inovadoras. Estudantes da Universidade de Stanford, por exemplo, criaram um professor de piano virtual que mostra qual tecla do instrumento deve ser pressionada, quando e por quanto tempo.

Entretenimento, educação, pesquisa: não importa em qual área, podemos nos preparar para a presença no cotidiano tanto da realidade virtual quanto da realidade aumentada. O portal Marxentlabs fez até uma lista com produtos dos gêneros que devem estar disponíveis para acesso este ano. De resto é esperar para ver.


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