Arie Halpern fala sobre as tendências tecnológicas para 2017

Arie Halpern fala sobre as tendências tecnológicas

Arie Halpern fala sobre as tendências tecnológicas

Assistimos, em 2016, a insurgência dos drones e carros autônomos, que vão se popularizar nos próximos anos. No futuro próximo, já a partir de 2017, teremos a companhia dos robôs sociais, usaremos óculos de realidade virtual para ver tevê e jogar videogame, e nossas roupas ignorantes darão cada vez mais lugar a roupas inteligentes. Para os próximos anos, essas são algumas das apostas no campo das inovações e tecnologias disruptivas, na opinião de Arie Halpern.

Para ele, assistiremos num futuro próximo à chegada dos wearables.  “A moda no vestuário começa a ser assunto das empresas de tecnologia, e não apenas das confecções e da indústria de acessórios”, diz ele. Os wearables estão no radar e nos planos de todas as grandes do setor – Apple, Google, Samsung, Microsoft, Sony etc. — o que significa que esse mercado não conhecerá descanso, irrigado por investimentos pesados.

Os wearables mais comentados por ora são os relógios inteligentes ou smartwatches. Conectados aos smartphones, ou fazendo as vezes desses, podem mostrar mensagens, acompanhar exercícios físicos e fazer buscas na internet, entre outras proezas. Em breve, outros acessórios como óculos, anéis e pulseiras vestirão o nosso corpo, e mais adiante as peças do vestuário propriamente ditas terão circuitos integrados e novas funções. Nos Estados Unidos, estima-se que até 2018 mais de 80 milhões de adultos estarão usando algum wearable. A estimativa é da empresa eMarketer.

As roupas inteligentes se tornarão em poucos anos o que o smartphone é hoje para nós: deixarão de ser acessório para se tornar uma extensão do nosso corpo. Elas passarão a ter papel importante em nossos afazeres, em nossa conectividade e no cuidado com a nossa saúde. Há exemplos disso surgindo por toda parte. No ano passado, a empresa de logística DHL começou a testar o uso de óculos inteligentes, com sistemas de realidade ampliada, em seus depósitos. Os funcionários encarregados de localizar e pegar as encomendas aumentaram a produtividade em 25% e os erros diminuíram graças ao wearable.  Outro exemplo são os braceletes que, em conexão com o celular, alertam sobre a incidência de raios ultravioleta e a necessidade de proteger-se.

Outra tendência apontada por Arie Halpern para 2017 é o crowdfunding. “A internet provocou disrupturas a torto e a direito, e o mercado financeiro não ficou de fora”, diz Arie Halpern. Os aplicativos e sites de financiamento coletivos (crowdfunding) surgiram como alternativa aos mecanismos tradicionais de captação de recursos. As Bolsas de Valores,  em seu momento, cumpriram esse papel de permitir que um empreendedor obtivesse dinheiro do público para seus projetos. Hoje são o coração do capitalismo. O crowdfunding refaz esse percurso original, em busca de simplicidade. Startups que dependiam dos recursos oferecidos por  investidores-anjos (empresário ou executivo experiente que investe na empresa em troca de uma participação minoritária no negócio) têm migrado muitas vezes para as plataformas de financiamento coletivo. Arie Halpern fala também que o crowdfunding é uma boa maneira de  testar se a startup está começando pelo caminho certo, se o seu produto consegue ganhar a simpatia das pessoas a ponto de animá-las a colaborar para que o projeto prospere. “É uma tendência que deve continuar ganhando força nos próximos anos.” No Brasil, também já temos diversos sites voltados para o crowdfunding, como o Benfeitoria e o Kickante.

Se as plataformas de crowdfunding se colocam como alternativa às Bolsas e ao sistema financeiro, os Bitcoins são a alternativa à moeda e outros meios convencionais de pagamento. Esse sistema de pagamento online funciona à margem das autoridades monetárias e as moedas virtuais podem ser transferidas entre computadores ou smartphones sem intermediação dos bancos. “A ideia é disruptiva, sem dúvida, mas o Bitcoin tem desafios grandes pela frente. Como a plataforma não tem uma central de compensação, como os bancos, a finalização dos pagamentos por vezes demora além do que seria conveniente”, comenta Arie Halpern. A questão é como resolver esse tipo de problema sem transformar-se ela mesma em uma espécie de Visa. “O caminho para as moedas virtuais, de qualquer forma, iniciou um processo de disruptura no sistema que deve continuar avançando.”

Inteligentes, prestativos e ‘fofos’, os robôs sociais também farão parte do dia a dia das pessoas. Eles foram pensados para fazer companhia para as pessoas e ajudar nas tarefas domésticas. Alguns modelos já estão à venda ou sendo lançados, como Pepper, Buddy e Zenbo. “Eles são objeto do desejo daqueles consumidores que gostam de estar entre os pioneiros no uso de novas tecnologias. Na próxima onda, começarão a se popularizar e a ficar mais acessíveis, como se vê acontecendo no Japão, cuja cultura é mais afeita às inovações tecnológicas”, diz Arie Halpern.

A companhia do robô Pepper vendeu mil unidades em menos de um minuto em seu lançamento. Em muitos aspectos, os robôs são também uma extensão do smartphone e de outros aparelhos da casa, com os quais se conectam. Em breve, vão se juntar a outros gadgets para nos lembrar de eventos importantes, monitorar a casa, transmitir mensagens ou pesquisar receitas na hora de cozinhar.”

Sony, HTC, Oculus, Samsung, Google e várias empresas estão debruçadas sobre a tecnologia da realidade virtual. Google lançou um pincel especial  que, combinado com os óculos de realidade virtual, permite que a pessoa pinte em 3D. Empresas de games anunciaram versões em realidade virtual de jogos que devem ser lançados em breve. E o que se constata é que a indústria de realidade virtual, ou VR, tem a seu favor a fácil aceitação da tecnologia pelo público. A partir do ano que vem a novidade deve se tornar mais barata e a onda de consumo vai crescer.

Sinal claro disso é a notícia de que a empresa britânica ARM, de microprocessadores, vai colocar no mercado processadores que permitirão que smartphones funcionem com realidade virtual e realidade aumentada em 2017. Embora a VR tenha chegado associada aos jogos, a tecnologia tem potencial muito maior. A realidade virtual pode ser empregada, por exemplo, em treinamento, em sala de aula ou no trabalho. “Em um futuro não muito distante, teremos imagens em 3D nos bombardeando nos sites de comércio on line”, afirma Arie Halpern.


Comentários

Arie Halpern fala sobre as tendências tecnológicas para 2017 — 1 comentário

  1. Pingback: Tecnologias disruptivas: você precisa conhecer

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *