Arie Halpern: governos e empresas precisam se proteger do cibercrime

Para Arie Halpern, governos e empresas precisam lutar contra o crime virtual

Para Arie Halpern, governos e empresas precisam lutar contra o crime virtual

Uma conexão mais rápida de internet  é o sonho de todos os usuários, pois possibilita adicionar tecnologias mais sofisticadas, como a internet das coisas (IoT), além de garantir a  troca informações com pessoas do mundo todo num só clique. O lado negativo é que uma conexão mais veloz requer níveis de segurança maiores para evitar os crimes virtuais. Os cibercrimes, como são chamados, são realizados utilizando computadores ou algum aspecto virtual e tecnológico, como dispositivos. Segundo a consultoria PwC esse é o tipo de crime econômico que mais cresce no mundo. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, governos e empresas precisam aprender a proteger a rede de dados contra acessos não autorizados, pois esses ataques cibernéticos não devem parar.

Em agosto deste ano, a Alemanha passou por uma situação complicada. Diversos de seus políticos e servidores públicos foram hackeados por criminosos russos, incluindo a chanceler Angela Merkel. O grande medo do país agora é que os hackers possam manipular as eleições nacionais, que acontecem ano que vem. Segundo o serviço de inteligência exterior da Alemanha, o Bundesnachrichtendienst (BND), os ataques realizados tiveram como objetivo mostrar poder e, no futuro, desestabilizar o processo democrático das eleições. Os hackers também conseguiram derrubar uma das maiores companhias de telecomunicação da Alemanha, a Deutsche Telekom.

“Não apenas a Alemanha, mas todos os países estão vulneráveis às invasões cibernéticas, por isso é necessário criar formas de lidar com o problema, a fim de proteger os dados de pessoas físicas, empresas e setor público.” Um relatório da agência Center for Strategic and International Studies, sediada em Washington, estimou que os cibercrimes geram um dano para a economia mundial entre US$ 375 e US$ 575 bilhões por ano. Os Estados Unidos são um dos países mais preparados para lidar com ataques, com leis federais específicas, e o Serviço Secreto e o FBI são as principais tropas de choque para evitá-los.

Na União Europeia foi criado o Network and Information Security Directive (“Diretório de Segurança de Informações e Redes”, em inglês), a primeira legislação do continente voltada para segurança virtual que foi implementada no final do ano passado. O objetivo da organização é conseguir que seus estados membros intensifiquem e coordenem melhor seus esforços de combate à cibercriminalidade e que os operadores, tais como redes eléctricas, sistemas de saúde ou sistemas de transporte, sejam obrigados a comunicar os incidentes às autoridades nacionais.

É importante também conhecer as personalidades e propósitos dos hackers. A empresa Trend Micro publicou no começo do ano um relatório com o perfil dos hackers pelo mundo. Segundo a empresa, no Brasil, os hackers costumam ser jovens e, devido à baixa segurança, não se preocupam em esconder sua identidade, postando seus feitos nas redes sociais. Já os hackers russos funcionam em uma espécie de organização underground, em que trabalham para ser o mais eficientes.


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