Arie Halpern: impressões 3D chegam ao reino animal

Segundo Arie Halpern, impressões 3D melhor vida de animais e custam pouco

Segundo Arie Halpern, impressões 3D melhor vida de animais e custam pouco

A versatilidade das impressoras 3D parece não ter fim. Depois de fazer sucesso criando objetos desde os mais simples até os de maior complexidade para uso humano, agora as impressoras 3D podem melhorar também a vida de animais domésticos e selvagens. Cachorros, tucanos, tartarugas e elefantes são algumas das espécies que puderam ter uma vida saudável graças às próteses criadas em 3D. “Essa tecnologia possibilita que os animais tenham uma segunda chance, principalmente as espécies selvagens, que provavelmente não sobreviveriam na natureza sem essas próteses”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

O uso de próteses 3D em animais tem se mostrado tão eficiente que muita gente está investindo na ideia. A brasileira Animal Avengers, sediada em São Paulo, é formada por quatro veterinários, um cirurgião dentista e um técnico em design 3D, e desenvolve o trabalho de forma voluntária. Entres os seus feitos estão a construção da primeira prótese de bico de arara feita de titânio e a primeira casca de tartaruga totalmente em 3D.

Segundo Arie Halpern, impressões 3D como essas não são tão caras quanto parecem. O material necessário para “fabricar” uma prótese animal é um celular para tirar fotos, um software aberto para criar o design do equipamento e uma impressora 3D. Um dos casos mais famosos do Animal Avengers foi com a gansa Vitória, que foi abandonada em um centro de animais em São Paulo sem a parte superior do bico. O time de especialistas entrou em ação para que a ave pudesse voltar a comer sozinha e não depender totalmente de seus tratadores.

Mosha é outro animal salvo graças às impressoras 3D, dessa vez na Tailândia, por um médico ortopedista. Em 1999, a elefante perdeu a perna dianteira direita ao pisar em uma mina terrestre ainda filhote e aprendeu a andar em três patas. Esse movimento, no entanto, causava sérios danos à coluna, pois o corpo de Mosha não dividia seu peso do modo correto.. A principal dificuldade enfrentada pelos veterinários e especialistas foi o peso do animal – 580 quilos na época do acidente e hoje pesa quase uma tonelada e meia – o que faz com que a prótese tenha de ser trocada todo ano.

As próteses personalizadas já ajudaram também o melhor amigo do homem. O husky siberiano Derby nasceu com as duas patas dianteiras atrofiadas. Quando filhote, ele ganhou próteses temporárias, mas elas eram muito curtas para seu tamanho. No ano passado, ele ganhou um par de pernas feitas em 3D, desenhadas por uma equipe da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.  Os especialistas tiveram que desenvolver um sistema de amortecimento para deixar os movimentos do cão o mais perto possível do natural. Derby teve que passar por um processo especial para se adaptar aos novos membros, mas agora é capaz de correr e brincar como qualquer cachorro.


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