Arie Halpern: a IoT é aliada no combate à mudança climática

Para Arie Halpern, a IoT pode ser grande aliada do meio ambiente

Para Arie Halpern, a IoT pode ser grande aliada do meio ambiente

A internet das coisas, também chamada de IoT, tem ajudado diversos setores a melhorar a comunicação entre seus dispositivos e coordená-los de maneira efetiva, seja em uma grande empresa ou no ambiente doméstico. Essas habilidades da tecnologia a transformaram em uma das grandes aliadas no combate à mudança climática, pois podem auxiliar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa particularmente nos usos de energia. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologia Arie Halpern, a IoT traz ferramentas que podem otimizar nossa maneira de lidar com a energia. “Uma parceria entre esse setor e a internet das coisas pode melhorar as condições de segurança e eficiência do uso da energia”, comenta Arie Halpern.

Tecnologias associadas à internet das coisas poderiam ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 9,1 bilhão de toneladas até 2020, segundo um relatório da AT&T e Carbon War Room. A maior parte dessa redução se daria com melhorias na infraestrutura das empresas de energia elétrica, redução do consumo de combustíveis nos sistemas de transporte e melhorias nos sistemas construtivos.

No primeiro caso, as “redes inteligentes” poderiam reduzir 2 bilhões de toneladas de emissão de CO2, enquanto o setor de transporte poderia diminuir 1,9 bilhão de toneladas, já que a IoT conseguiria melhorar a eficiência das viagens de aviões, trens, caminhões e barcos, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis. O setor de construção é outro que poderia ajudar nessa redução de emissões: com tecnologias M2M, 1,6 bilhões de toneladas de CO2 deixariam de ser emitidas apenas com a melhora na eficiência de sistemas de refrigeração e ventilação, iluminação e sistemas de segurança.

Para Arie Halpern, o desenvolvimento da tecnologia e sua adoção é apenas o primeiro passo para o processo disruptivo do setor de energia. “Conforme pessoas e empresas passem a adotar a IoT, a tecnologia abrirá espaço para que a sociedade mude sua forma de lidar com a energia, que será o verdadeiro avanço disruptivo do setor”, diz.

Mas toda essa evolução vem acompanhada de custos financeiros e ambientais elevados. A Business Insider Intelligence estima que os custos iniciais para as inicias de smart grids podem ser da ordem de US$ 100 bilhões em uma escala global. Por outro lado, os benefícios financeiros devem superá-los, chegando a US$ 160 bilhões. O grupo BI também prevê que a Ásia deve ser o continente a liderar a transformação da energia para as redes inteligentes, seguido por Europa, América do Norte, América do Sul e África, respectivamente.

No quesito ambiental, a vice-presidente de pesquisas de tecnologias verdes da Gartner, Bettina Tratz-Ryan, chama a atenção para o que acontecerá com esses dispositivos quando eles alcançarem sua vida útil. A estimativa da Gartner é de que, até 2020, 26 bilhões de dispositivos de IoT estarão espalhados pelo mundo. O desafio é definir uma estratégias para o descarte correto desse material, de modo que não prejudique o meio ambiente de maneira talvez tão grave quanto os problemas que poderá ajudar a resolver.

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *