Arie Halpern: o capital de risco é importante para avanço nas empresas

Para Arie Halpern, o capital de risco pode ser importante para startups

Para Arie Halpern, o capital de risco pode ser importante para startups

Um relatório recente publicado pelo Instituto Martin Prosperity apontou que, nos últimos anos, financiamentos com capital de risco resultaram em grandes sucessos empresariais, principalmente na área de tecnologia, como nas empresas Intel, Google e Twitter. Aplicações do tipo existem em diversos setores, mas a maior parte vai para o mercado de produção de softwares, com 36,2% dos investimentos, ou US$ 12 bilhões de dólares, em 2016. Em segundo lugar vem o setor de biotecnologia, representando 17,3% dos investimentos, ou US$ 5,7 bilhões. Segundo o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, o capital de risco é uma forma de financiamento importante principalmente para empresas que estão começando a entrar no mercado, como startups, mas é importante ficar atento, pois conseguir um financiamento do tipo não é uma tarefa fácil.

Segundo a Martin Prosperity, as cinco indústrias que lideram nos investimento de risco também incluem os setores de media e entretenimento, serviços e equipamentos médicos e serviços de tecnologia da informação. As empresas dessas cinco áreas são as que mais recebem investimentos do tipo, acumulando um total de US$ 25 bilhões no ano passado, o que representa 76,3% de todos os financiamentos realizados. “Um financiamento de capital de risco é uma parceria entre o investidor e a empresa investida”, diz Arie Halpern. “Enquanto o empreendedor entra com a ideia e a capacidade de produção, o investidor traz para a cena os recursos e seu conhecimento estratégico.”

Mas, apesar da grande quantidade de recursos destinados aos financiamentos de risco, alguns empresários aconselham aos empreendedores que não é bom perder tempo procurando um desses investimentos. Segundo a revista “Forbes”, investidores escolhem aplicar recursos em apenas uma ou duas empresas para cada cem que analisam. Arie Halpern concorda com o conselho. “Muitas startups procuram esse tipo de investimento para conseguir realizar seus planos, mas é bom não perder o foco. Pode ser mais interessante buscar outro tipo de financiamento do que perder tempo correndo atrás de capitais de risco”.

Hoje em dia, existem outras formas para empresas novas conseguirem investimentos, além do capital de risco, como plataformas de financiamento online, chamadas de crowdfunding. Uma das primeiras plataformas a apresentar esse modelo foi criada dez anos atrás, a chamada CircleUp. Para que a criação desse crowdfunding fosse possível, seu criador, Ryan Caldbeck, precisou investir em softwares de análises de dados. Hoje, esses softwares conseguem realizar mais de 2.500 avaliações por ano, enquanto um analista humano chega a uma média de 500. Arie Halpern aponta que essa foi uma forma disruptiva que o mercado de financiamentos de risco achou para se tornar mais efetivo e acompanhar o crescimento das pequenas empresas.


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