Arie Halpern: o futuro do transporte urbano será definido pela tecnologia

Arie Halpern: o futuro do transporte urbano será moldado pela tecnologia

Arie Halpern: o futuro do transporte urbano será moldado pela tecnologia

O futuro do transporte das cidades poderá ser muito diferente em alguns anos. Motorista e cobrador serão figuras do passado. Nas ruas, circularão ônibus autônomos, programados para saber o número de passageiros que estão transportando e quais os melhores caminhos e em que pontos devem parar.  Luzes de LED iluminarão as ruas e também serão pontos de roteador para wi-fi gratuito, ao mesmo tempo em que “corredores inteligentes” analisarão os dados de trânsito da cidade para regular a velocidade dos semáforos e deixar o tráfego fluir com tranquilidade. Os veículos individuais não deverão ser suficientes para atender toda a população. Estima-se que em 2050 existirão três bilhões de veículos no mundo, ante apenas um bilhão atualmente. Daqui a 33 anos, a população mundial estará chegando à casa dos 10 bilhões. Para que todos consigam se locomover será necessário repensar a forma como o transporte público está estruturado. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, o futuro do transporte urbano será definido pela inovação. “Diversas cidades no mundo já se preparam para alterar todo o seu sistema de transporte público, procurando soluções mais viáveis”, comenta.

A cidade de Columbos, em Ohio, é uma delas. A mudança no sistema de transportes oferecido pela prefeitura faz parte de um projeto maior para transfromar Columbos numa cidade inteligente. Até 2019, ela já deverá contar com ônibus autônomos, luzes LED sensíveis ao movimento e que fornecem sinal de wi-fi, além de 175 sinais de tráfego inteligentes para aliviar os engarrafamentos. A prefeitura planeja ainda lançar um aplicativo que os os moradores possam usar para planejar e pagar viagens que exigem vários tipos de transporte público. Ao invés de apenas “evoluir” o sistema que já possui, Columbos está indo além, remodelando completamente o seu transporte público, diz Arie Halpern.

Para alcançar essa meta, serão usados ônibus autônomos. Pesquisas sugerem que veículos autônomos coletivos podem reduzir o número de carros nas cidades em até 90%. Mas essa mudança só deve acontecer quando os governos aprovarem regulamentações específicas que contemplem esse novo modelo de transporte. “É essencial também que as cidades incentivem o transporte compartilhado, não apenas de veículos grandes, mas também de bicicletas, por exemplo”, diz Arie Halpern. Dessa forma, seria possível reduzir significativamente o número de carros particulares circulando nas ruas.

Os motores elétricos também devem ser usados em veículos coletivos. Os últimos avanços na área têm mostrado que essa modalidade de motor consegue ser tão eficiente quanto os tradicionais. Só no Reino Unido, as vendas de motores elétricos cresceram 366% no ano passado e diversas montadoras, como a Tesla e a BMW, já estão investindo no setor.

Outra cidade que busca modernizar o transporte coletivo é Pittsburgh, também nos Estados Unidos. O governo local  planeja instalar “corredores inteligentes” nas ruas. Esses corredores vão armazenar dados sobre o trânsito, condições do ar e outras informações sobre o transporte da região. Esses dados serão analisados posteriormente para melhorar o tempo dos semáforos de trânsito, gerar novas linhas de ônibus e outras iniciativas públicas. A ideia é semelhante a uma iniciativa de Cingapura, que tem investido não apenas em veículos autônomos, mas também em “carros” voadores para liberar as estradas. Em parceria com a Airbus, Cingapura planeja disponibilizar um meio de transporte semelhante ao Uber, mas que voaria para longe do trânsito.


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