Arie Halpern: o pensamento disruptivo por trás das embalagens

Para Arie Halpern, o pensamento por trás das embalagens é disruptivo

Para Arie Halpern, o pensamento por trás das embalagens é disruptivo

O que há por trás do sistema de produção dos produtos e embalagens? Esse é um questionamento cada vez mais comum entre parcela crescente de consumidores preocupados em adquirir produtos sustentáveis, o que tem levado as empresas a rever as suas embalagens para atender às novas demandas. Para Arie Halpern, economista e empreendedor especialista em inovação e tecnologias disruptivas, quando o assunto é embalagens, ser disruptivo é ir além do marketing e criar uma conexão com os consumidores e seus ideais. Algumas empresas, destaca ele, têm conseguido desenvolver soluções sustentáveis, apostando em embalagens ecológicas e até mesmo comestíveis.

Uma pesquisa da analista de mercados Smithers Pira sobre o crescimento da indústria de embalagens mostrou que, em 2015, o setor movimentou US$ 839 bilhões, com crescimento de 3,5% ao ano, alcançando um total de US$ 997 bilhões em 2020. Segundo Arie Halpern, o pensamento por trás desses avanços é um indicativo de que a sustentabilidade tem cada vez mais peso na tomada de decisão de todas as fases da cadeia de embalagens.

A maior inovação está nos materiais usados para guardar os produtos. A Coca-Cola vem produzindo o PlantBottle, uma garrafa completamente reciclável feita parcialmente de plantas, desde 2009. No ano passado, a empresa anunciou a criação do primeiro PlantBottle 100% biodegradável. O modelo de garrafa ainda não é usado na comercialização de produtos, mas o plano da companhia é que eles cheguem ao setor em breve.

A reciclagem também tem impacto nesse mercado. A companhia Seventh Generation, em parceria com a Dow e a Accredo, desenvolveu uma embalagem para detergentes como parte da sua estratégia de ter “resíduos zero” até 2020. Usando uma tecnologia já existente de manufatura, resina e a tecnologia RecycleReady da Dow, a Accredo produziu um polietileno que pode ser inteiramente reciclado. A embalagem ainda conta com instruções no verso para que os consumidores se desfaçam dela de forma adequada, acelerando o processo.

Uma das rivais da Coca-Cola, a PepsiCo, resolveu pensar ainda mais fora da caixa. Junto com a agência Sparks&Honeys, está desenvolvendo uma embalagem comestível. “A ideia veio de pesquisas que indicavam que os consumidores não se importam em pagar mais pelo produto se a embalagem for sustentável”, comenta Arie Halpern. Apesar de a PepsiCo não ter lançado a embalagem comestível oficialmente, a startup WikiCells, fundada pelo professor de Harvard David Edwards, já provou que isso é possível criando um pacote comestível para sorvetes. A embalagem é feita com pedaços de chocolate, frutas secas, nozes e sementes e pode proteger outros alimentos, além de sorvete, como iogurte, suco e pudim.


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