Arie Halpern: o RIO 2016 e a “gambiarra” disruptiva

Arie Halpern: o disruptivo na cerimônia de abertura das Olimpíadas

Arie Halpern: o disruptivo na cerimônia de abertura das Olimpíadas

A imprensa internacional, ao repercutir a cerimônia de abertura das Olímpiadas, na cidade do Rio de Janeiro, destacou o orçamento reduzido do evento. Dos US$ 114 milhões previstos, a verba caiu para 56 milhões, para a produção de quatro cerimônias (abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos), sendo a maior parte do dinheiro destinado à segurança. “Ao fazer a cobertura do espetáculo, os jornalistas se depararam com uma expressão tipicamente brasileira: gambiarra”, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. A gíria foi utilizada pelos próprios diretores do espetáculo, Fernando Meirelles, Andrucha Waddington e Daniela Thomas.

Nos grandes veículos de comunicação, os comentaristas desdobraram-se para explicar o significado da gíria brasileira. O colunista da rede NBC Olympics Joe Posnanski explicou a seus leitores que gambiarra significa “trabalho feito com improvisação” e acrescentou que “isso pode significar um monte de coisas – uma nova maneira de fazer algo, desenhar alguma coisa de maneira diferente, improvisar para resolver um problema etc.”. O “New York Times”, após indicar a pronúncia como GAHM-beeah-hah, lembrou o herói da série MacGyver, que fazia coisas incríveis com muito pouco, para explicar o sentido de gambiarra. “No total, o valor investido no Brasil foi 12 vezes menor do que o gasto nas Olimpíadas de Londres em 2012 e 20 vezes menor do que em Beijing”, diz Arie Halpern. “Não foi pouco dinheiro investido, mas perto das outras, bateu um recorde.”

Fernando Meirelles aproveitou para valorizar “o talento brasileiro para fazer algo grandioso com quase nada”. Ao reduzir o patamar de gastos, a cerimônia de abertura da Rio 2016 provoca uma certa disruptura, porque   estabelece um padrão que será lembrado nos próximos eventos. Pela beleza com que se combinou tecnologia e arte, e pelo tamanho da conta.

Em entrevista ao Mail On-line, do britânico “Daily Mail”, Meirelles diz que, de início, se chateou ao ver que o orçamento estava sendo cortado, cortado, cortado. “No final”, acrescentou, “me senti bem por não estar gastando um dinheiro que o Brasil não tem”. “Isso mostra como podemos inovar sem precisar de um grande fundo de investimentos. Um bom exemplo para novos empreendedores”, diz Arie Halpern.


Comentários

Arie Halpern: o RIO 2016 e a “gambiarra” disruptiva — 1 comentário

  1. Esta frase , ” me sinto bem….diz tudo ,como nos brasileiros,somos capazes de aprender a lição ,por isso acredito que sairemos desta crise,se muitas pessoas pensar assim.
    Amo meu país.

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