Arie Halpern: os robôs estão mudando nossa relação com os médicos

Arie Halpern: os robôs estão mudando nossa relação com os médicos

A aprendizagem mecânica se infiltra gradualmente no campo da medicina. Apesar de vista com resistência por muitos, as máquinas podem desempenhar papel importante na melhoria da saúde em nossa sociedade. Realização de diagnósticos de forma rápida e precisa, busca de tratamentos que economizem tempo e dinheiro e diminuição da exposição de efeitos colaterais são algumas das aplicações que a tecnologia pode oferecer. “A medicina moderna está cada vez mais dependente de estudos qualificados e opções de medicamentos, e as máquinas podem ser capazes de acompanhar e interpretar dados mais rapidamente que a mente humana”, afirma Arie Halpern, economista e empreendedor focado em tecnologia e inovações disruptivas.

Ao contrário de outras áreas de atuação, na medicina não há o risco de que o uso da inteligência artificial possa substituir os profissionais, mas sim a de que contribui para melhorar a atuação dos médicos. Os programas de IA são desenvolvidos para, com ajuda de uma base gigantesca de dados, absorver todo o conhecimento que os médicos adquirem durante o período de faculdade, assim como a experiência colhida na prática.

Por que o paciente deve ter apenas um especialista o acompanhando quando é possível reunir milhares de casos e opiniões? Os pacientes que residem em áreas afastadas, por exemplo, poderiam se beneficiar da IA sem se deslocarem para os grandes centros.

No centro de tratamento de câncer da Universidade do Texas, o programa Apollo examina dados genéticos de cada paciente e os direciona para os tratamentos que proporcionarão maiores chances de vida.

Empresas de tecnologia também começam a aplicar conceitos da IA para a medicina, utilizando conhecimentos já aplicados por humanos. O IBM Watson for Oncology desenvolve-se para fornecer as melhores alternativas para o tratamento do câncer, com base no banco de dados do Memorial Sloan Kettering de Câncer. Ele absorve os sintomas dos pacientes e outras informações, como histórico familiar, antes de indicar a melhor opção de método para cura.

“A vantagem da IA sobre o homem é que somos muito reativos, enquanto a tecnologia tende a ser proativa. Sua capacidade de prever sintomas e doenças pode evoluir o cenário da medicina”, explica Arie Halpern. “Não é uma questão sobre o homem contra a máquina, mas sim do homem e máquina trabalhando juntos em prol de melhorias”.


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