Para onde vão os carros autônomos, segundo Arie Halpern

Futuro nos reserva avanços nos carros autônomos, segundo Arie Halpern

Futuro nos reserva avanços nos carros autônomos, segundo Arie Halpern

A classificação criada pela agência SAE Internacional é um mapa da evolução que se espera dos carros autônomos, segundo Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. A SAE é uma associação que nasceu nos Estados Unidos em 1905, antes que fosse criado o primeiro Ford T. Reúne engenheiros e especialistas das indústrias automobilística e aeroespacial e se dedica, entre outras coisas, a definir padrões e nomenclaturas técnicas que possam ser adotadas globalmente pela indústria. Ou seja, que permitam a todos falar a mesma língua.

A escala de automação de veículos, na versão SAE, estabelece cinco níveis. Zero equivale a nenhuma automação. O nível 1 corresponde à assistência à direção e o 2 à automação parcial. Até aqui a condução é monitorada pelo motorista humano. A partir do nível 3, essa situação se altera e o monitoramento passa a ser entregue à máquina, em níveis cada vez mais elevados: automação condicional (3), automação superior (4) e automação total (5).

É fascinante imaginar o que esse futuro nos reserva. No estágio atual, toda a disruptura que já estamos prefigurando, encontram-se no âmbito do nível 2, de automação parcial sob monitoramento humano. Ou seja, estamos vivendo a pré-história dessa revolução.

Segundo projeções da consultoria belga Berg Insight, dentro de 15 anos, aproximadamente, teremos cerca de 43 milhões de veículos semiautônomos (nível 2) em circulação. Hoje, a frota é estimada em pouco mais de 300.000. A base de veículos com automação nos níveis 3 e 4 deve começar a se formar por volta de 2020 e, em 2030, deverá responder por uma frota de 16,5 milhões e 7,8 milhões de veículos, respectivamente. A partir de 2030, segundo a Berg Insight, os veículos de nível 4 passam a suplantar o modelo antecedente. Segundo o estudo, “os veículos nível 4 estarão aptos a locomover-se sem a intervenção do motorista, mas, inicialmente, seu uso estará restrito a determinadas vias (freeways)”.  Quanto aos veículos totalmente automatizados, a consultoria acredita que não emergirão antes de 2030 e mesmo isso pode vir a ocorrer muito posteriormente.

O estudo distingue dois tipos de abordagem dessa tecnologia pelas empresas. Algumas investem no desenvolvimento evolucionário, com inovações sendo incorporadas passo a passo até chegarem ao nível 3 de automação até 2020 e abrir caminho, a partir de 2022, para o nível 4. Outras empresas – em especial as startups entrantes e as grandes do setor tecnológico – parecem apostar na via revolucionária. Em contraposição aos receios que temos sobre entregar o comando à máquina, os revolucionários argumentam que o nível 3 de automação é inseguro em razão da constante troca de comando entre humanos e máquinas, de acordo com o estudo.


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