Arie Halpern: a realidade virtual e aumentada a serviço da saúde

Arie Halpern: a realidade virtual e aumentada são aliadas da saúde

Arie Halpern: a realidade virtual e aumentada são aliadas da saúde

Realidade virtual e realidade aumentada – duas tecnologias que estão transformando a relação das pessoas. Um exemplo é o jogo Pokémon Go!, lançado no ano passado para celular e que usa tecnologia de realidade aumentada. Ele foi um sucesso no mundo inteiro, batendo, na primeira semana, aplicativos como Facebook e Snapchat na lista dos mais baixados da Apple Store. A PlayStation, que lançou seu óculos de realidade virtual conectado ao dispositivo de videogame, permitiu aos usuários experimentar seus jogos imersos em realidade virtual. Mais de 1,4 milhão desses dispositivos foram vendidos somente no ano passado. Apesar de aparentemente voltadas para o setor de entretenimento, as duas tecnologias (realidade virtual e aumentada) vêm mostrando potencial de crescimento em diversos mercados. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, a realidade virtual e aumentada responde a demandas de vários setores, mas um que tem se destacado é o da saúde. O mercado de RV e RA deve alcançar US$ 162 milhões até 2020, impulsionado pela área de saúde, conforme dados do IDC, fornecedor de inteligência de mercado.

Tecnologias irmãs, mas diferentes, a RV e RA são aplicadas na área de saúde para auxiliar enfermeiros e pacientes a coletar sangue, diminuir enjoos, reduzir a sensação de dor e ainda gerar empatia. A realidade virtual, por exemplo, já se mostrou uma boa substituta de remédio para a dor. “Os estímulos que a realidade virtual é capaz de projetar no cérebro são equivalentes aos provocados quimicamente por remédios para dor”, explica Arie Halpern. A empresa americana AppliedVR, em parceria com hospitais e médicos,  desenvolveu  três diferentes aplicações virtual de RV para dor e ansiedade. Os visores de RV já estão sendo usados nesses hospitais e clínicas para ajudar pacientes em exames de sangue e administração de epidurais (anestesias). Um desses conteúdos é o jogo Bear Blast, em que o jogador deve se mover por um cenário cheio de ursos e jogar bolas nos animais para ganhar pontos. Cerca de 20 minutos de jogo pode reduzir a dor de pacientes em até 24%.

Mas não é só a dor que pode diminuir com a realidade virtual. Vertigens e enjoos também podem ser tratados com essa tecnologia. Um time de psicólogos da Universidade de Cardiff avaliou que a realidade virtual tem capacidade para diagnosticar e tratar casos de vertigem, que ocorre quando a pessoa é estimulada por situações envolvendo conflitos visuais ricos ou estimulação visual intensa. As causas da sensação de vertigem ainda são desconhecidas, mas a tecnologia de RV pode ajudar a compreender melhor o desconforto.

A realidade virtual também é capaz de gerar reações positivas, aumentando a sensação de empatia de seus usuários. Cientistas de Stanford descobriram que as experiências vividas em simulações de realidade virtual criam uma imersão capaz de “enganar” o cérebro. Isso ocorre porque a amígdala cerebral, responsável por responder a situações de ameaça, é capaz de reagir a estímulos em apenas dois milissegundos, antes que outras informações cheguem ao nosso cérebro por meio dos outros sentidos, fazendo com que a experiência RV pareça real.

Já a realidade aumentada tem dado contribuições positivas à medicina ao permitir que pacientes consigam explicar melhor os sintomas para os médicos. “É comum pacientes exagerarem ou minimizarem os sintomas ao conversar com o médico, o que pode resultar num diagnóstico equivocado”, comenta Arie Halpern. Por isso, a empresa EyeDecide, especializadaem saúde ocular, criou um aplicativo que usa a câmera do smartphone para simular o impacto de condições específicas na visão de uma pessoa. O aplicativo mostra na tela do celular a projeção de um globo ocular, que pode ser utilizado pelo paciente para descrever seus sintomas e pelo médico para explicar a doença ao paciente.

A realidade aumentada também pode diminuir o trabalho das enfermeiras na coleta de sangue, ajudando-as a encontrar as veias dos pacientes. Segundo a empresa AccuVein,em 40% das vezes os profissionais erram a veia na  primeira picada para coletar sangue . Para reduzir o índice de erros, a companhia passou a usar a realidade virtual. Foi desenvolvido um dispositivo semelhante a um scanner que, com tecnologia RA, realça as veias do paciente, ajudando a coleta de sangue. “Iniciativas como essas são exemplos bem representativos de como a RV e RA terão grande impacto na área da saúde”, diz Arie Halpern.


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