Arie Halpern: reconhecer gestos será a evolução do touchscreen

Para Arie Halpern, dispositivos serão capazes de reconhecer gestos e não dependerão do touchscreen

Para Arie Halpern, dispositivos serão capazes de reconhecer gestos e não dependerão do touchscreen

 

Para quem assistia “Jornada nas Estrelas” há 30 anos, a ideia de computadores e dispositivos controlados por toques na tela era isso – apenas uma ideia dentro de um contexto de  ficção científica. Agora, surge algo ainda mais inovador, e real: os aparelhos que respondem a comandos por gestos. Para o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern,  o reconhecimento de gestos substituirá o touchscreen no futuro e tornará seres humanos e máquinas mais próximos uns dos outros.

O conceito de tecnologia touchscreen existe cientificamente desde 1965, graças ao cientista britânico E. A. Johnson. As telas “tocáveis”, no entanto, só se tornaram comercialmente viáveis na década de 1990. Mas foi em 2007, com o boom dos smartphones, que a tecnologia touchscreen se tornou um lugar comum no cotidiano das pessoas.

Hoje já é possível encontrar 168 milhões de dispositivos no mundo capazes de reconhecer comandos dados por gestos, segundo a Juniper Research, e a previsão é que esse número chegue a quase meio bilhão até 2020. “O maior impacto dessa nova tecnologia virá em dispositivos wearables e realidade virtual. É mais prático se o usuário não precisar segurar nenhum tipo de controle ou teclado”, diz Arie Halpern. “No caso de smartwatches, por exemplo, a tela pequena dificulta o uso de uma tecnologia touch.”

Tecnologias de reconhecimento de gestos  são utilizadas há alguns anos em videogames. Um exemplo é o dispositivo Kinect, lançado em 2010 para ser usado com o XBOX 360. Ele reconhece os movimentos dos jogadores durante games desenvolvidos especialmente para serem jogados com gestos, como o jogo de dança Dance Central. O dispositivo passou a ser utilizado em diversas pesquisas devido à sua praticidade, auxiliando desde a criação de modelos 3D até como tradutor para linguagem de sinais.

Reconhecimento de gestos é uma das áreas em que o Google passou a investir nos últimos anos. O projeto Soli está em fase de pesquisa para permitir que, no futuro, o usuário não precise encostar no smartphone ou tablet para realizar as funções desejadas. A diferença do Soli para outros projetos do gênero   é que, ao invés de utilizar uma câmera, o reconhecimento dos gestos se daria por meio de um chip de poucos centímetros que utiliza radares para ler os movimentos do usuário. Segundo a empresa, o radar é mais preciso para detectar gestos do que as câmeras.

Bronwyn van der Merwe, diretora da empresa de consultoria em inovação Fjord, acredita que a disseminação da tecnologia de reconhecimento de gestos vai mudar a dinâmica entre as pessoas. Em um jantar em família, por exemplo, não será necessário olhar para telas para aumentar o volume da televisão ou controlar a temperatura do aquecedor, bastará um simples gesto e as pessoas não precisaram sequer interromper sua conversa.


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