Arie Halpern: robôs cirurgiões mudam dinâmica de hospitais

Para Arie Halpern, robôs cirurgiões não substituirão médicos humanos

Para Arie Halpern, robôs cirurgiões não substituirão médicos humanos

Em cinco anos, estima-se que uma a cada três cirurgias realizadas nos Estados Unidos será feita por robôs cirurgiões autônomos ou controlados por médicos especialmente treinados.  Essa é uma tecnologia que vem sendo cada vez mais utilizada nos centros médicos mais modernos e tem se mostrado uma aliada da medicina, ajudando a  otimizar os resultados dos mais diversos tipos de cirurgia. Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, comenta que, apesar dos custos elevados para treinar profissionais capacitados e implantar essas máquinas nos hospitais, o custo da cirurgia não é maior do que as realizadas por metódos tradicionais. Tratamentos de câncer, urologia, ginecologia e gastroenterologia são algumas das áreas médicas que mais têm utilizado essa tecnologia, diz Arie Halpern.

Uma das empresas mais conceituadas na área é a norte-americana Intuitive Surgical, responsável pelo desenvolvimento do sistema “da Vinci Surgical”, utilizado nos robôs da empresa. Segundo Arie Halpern, robôs cirurgiões com essa tecnologia auxiliam em procedimentos cirúrgicos complexos e minimamente invasivos, que exigem  precisão e exatidão. “O sistema é uma plataforma avançada que expande a capacidade do cirurgião”, explica o empreendedor. “Os braços robóticos são capazes de dobrar e girar de maneira que os membros humanos não conseguem, além de permitir que o médico tenha uma visão melhor da câmera da cirurgia, pois o profissional fica sentado durante o procedimento.”

Em maio, a Worldwide Robotic Surgery Event (WRSE24), uma das maiores feiras de robótica do mundo, fez uma transmissão ao vivo, durante 24 horas, de cirurgias robóticas e palestras para interessados na área e médicos em treinamento. Na avaliação de Peter Wiklund, cirurgião e urologista, a vantagem desse tipo de transmissão é que espectadores e médicos têm a mesma visão do procedimento, tornando o processo muito mais educativo, além de mostrar a capacidade do equipamento.

Algumas cirurgias realizadas com essa tecnologia não precisam nem da supervisão de um médico. Um estudo da Children’s National Medical Center, hospital pediátrico de Washington D.C., mostrou que um robô autônomo é capaz de fazer cirurgias de tecido mole (como peles, nervos, tendões) melhor do que um ser humano. Para Arie Halpern, esses robôs não irão substituir os seres humanos nas cirurgias, mas “essa tecnologia contribuirá para a otimização de resultados em procedimentos cirúrgicos simples ou complexos, reduzindo o cansaço dos profissionais, no caso de  longas operações”, afirma.

 


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