Arie Halpern: smartphones modulares podem revolucionar mercado de celular

Segundo Arie Halpern, smartphones modulares ampliarão seu mercado este ano

Segundo Arie Halpern, smartphones modulares ampliarão seu mercado este ano

Ter um smartphone era um grande diferencial há alguns anos, mas hoje deixou de ser. Com aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas ao redor do mundo carregando um celular, a corrida agora é para ver quem sai na frente e desenvolve  o próximo modelo de sucesso. Uma novidade que está despontando são os smartphones modulares, que trazem a promessa da versatilidade que falta aos smartphones “normais”, permitindo que cada usuário ajuste o aparelho às suas necessidades, sem se prender a configurações fixas estipuladas pelo fabricante.  Na avaliação do economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, smartphones modulares deverão crescer este ano no mercado, com novos modelos e peças para o usuário montar seu próprio celular.

O Google foi o primeiro a introduzir o conceito no mercado com o seu projeto Ara, em 2013. O usuário compraria um smartphone básico, com configurações padrão e, cada vez que quisesse melhorar uma dessas configurações, ele compraria a peça específica e a acoplaria ao dispositivo base. Por exemplo, para tirar fotos melhores, o usuário compraria o módulo de uma câmera melhor para encaixá-lo no smartphone, melhorando as configurações do aparelho. Mas o projeto não deu certo e foi cancelado em setembro do ano passado. Nenhuma justificativa para o cancelamento foi dada pela empresa.

As outras empresas não se intimidaram com a capitulação do concorrente e, em 2016, a Motorola lançou Moto Z Force, o smartphone modular que mais fez sucesso no mercado até agora. O modelo permite adicionar ao celular básico um alto-falante, uma bateria extra e até mesmo um projetor. O preço ainda é bem salgado para os consumidores, chegando a US$ 720, o mesmo valor de um iPhone 7. Além da sua adaptabilidade, uma vantagens do modelo, é que ele é um dos smartphones mais finos que já lançados no mercado. A LG também colocou no mercado seu dispositivo modular, o G5. As partes extras desses modelos podem custar entre US$ 7 e US$ 15.

Ainda não há como saber se modelo de smartphone vai cair no gosto do consumidor  e se tornar objeto de desejo. “A ideia de se adaptar um celular é atrativa, mas ainda é mais prático e barato comprar um celular que já vem pronto”, diz Arie Halpern.


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