Portal Terra publica artigo de Arie Halpern sobre importância humana na evolução dos carros autônomos

Portal Terra publica artigo de Arie Halpern sobre importância humana na evolução dos carros autônomos

A batalha para fazer avançar os carros autônomos é alvo de atenção tanto de montadoras quanto de empresas de tecnologia. Tesla, BMW, Google, Uber e diversas outras companhias estão investindo pesado nessa tecnologia com a pretensão de trazer para o mercado, o quanto antes, os carros que dirigem sem necessidade de intervenção humana. A expectativa é ter o produto na praça entre 2020 e 2025. A quantidade investida por companhia no segmento varia, mas para se ter uma ideia, a Ford aplicou US$ 1 bilhão no modelo Argo, e a Intel comprou a empresa Mobileye por US$ 15 bilhões. Além de investir muito dinheiro, as empresas quebram a cabeça em busca de processos de desenvolvimento que assegurem a funcionalidade da nova tecnologia.  “A participação de pessoas comuns, além dos engenheiros e programadores, tem se mostrado fundamental para ensinar veículos de auto-condução a dirigir”, diz Arie Halpern sobre importância humana para a evolução dos carros autônomos.

Segundo reportagem do portal Wired, verdadeiros exércitos de humanos estão sendo empregados para desenvolver os sistemas de inteligência artificial que serão responsáveis por fazer carros sem motoristas nos levarem aos nossos destinos com segurança. Might AI é uma das empresas que estão ajudando a tornar os carros autônomos uma realidade segura. Enquanto os programadores abastecem o sistema dos carros com dados sobre regras de trânsito, a Mighty AI desenvolve um aplicativo em que pessoas comuns são usadas para ajudar os carros a identificar objetos e seres por meio de imagens fotográficas e a diferenciar uma pessoa de um animal, um carrinho de bebê de uma lata de lixo, por exemplo. “Esse trabalho é essencial para a segurança no trânsito”, comenta Arie Halpern. “Os dados são usados para para criar um padrão que a IA será capaz de reconhecer e replicar com o tempo”.

Outro aplicativo do gênero é o Chffr, mas seu funcionamento é um pouco diferente. Ao invés de selecionar imagens fotográficas como o Mighty AI, basta instalar o Chffr no celular e colocar o aparelho no vidro dianteiro do carro. O aplicativo sozinho vai coletar os dados de que precisa enquanto o motorista humano dirige o veículo. Já a startup Drive.ai decidiu percorrer um caminho diferente: o deep-learning (“aprendizado profundo”, em português). Arie Halpern explica que todos esses esforços são voltados para situações de reconhecimento que podem ser simples para um humano, mas não são para uma máquina. “O carro sabe que deve parar para um pedestre, mas se essa pessoa estiver de bicicleta ou com uma roupa diferente, a IA pode não reconhecê-la corretamente”, diz. “Por isso é essencial a ajuda humana no desenvolvimento dos carros autônomos.”

Outra forma usada para ensinar os veículos a dirigir bem são os videogames, em especial o jogo Grand Theft Auto, que ironicamente é famoso pelo fato de seus jogadores se divertirem atropelando pessoas e objetos ao dirigir pela cidade digital. Cientistas da Darmstadt University, na Alemanha, e da Intel desenvolveram métodos para colher dados do videogame e ensinar os veículos a reconhecer diferentes obstáculos que podem ser encontrados no caminho. É outra forma criativa de coletar dados para o aprendizado das máquinas, a partir da interação com os humanos.


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