Agência O Globo publica artigo de Arie Halpern sobre taxação de robôs

Arie Halpern vê com bons olhos taxação de robôs

Ninguém gosta de pagar impostos. Mas é bem possível que, com a presença cada vez mais massiva dos robôs na sociedade, novas taxas sejam criadas. Essa é a ideia do empresário Bill Gates e de governantes mundo afora. O criador da Microsoft defende a criação de uma taxa para equilibrar a renda, uma vez que a automação está fazendo com que empregos sejam perdidos. Para Arie Halpern, a medida é necessária.

No mês passado, a Coreia do Sul se tornou o primeiro país do a cobrar impostos sobre robôs. O presidente Moon Jae-In confirmou que irá limitar os incentivos fiscais para investimentos em máquinas automáticas. Essa medida é uma resposta ao que governantes anteriores do país fizeram ao conceder às empresas investimentos para infraestruturas automatizadas. Com isso, essas mesmas empresas serão as primeiras a perder a isenção tributária.

“Embora não se trate de um imposto direto sobre robôs, pode ser interpretado como um tipo de política semelhante, considerando que ambos envolvem a questão da automação industrial”, disse uma fonte da indústria ao Korea Times.

Mady Delvaux, política de Luxemburgo e integrante do Parlamento Europeu, visualizou em 2016 a possível interferência dos robôs nos empregos e escreveu um relatório sugerindo que governos recuperassem a receita fiscal perdida de trabalhadores deslocados pela automação e redistribuíssem essa receita para pessoas necessitadas. Em resumo, ela propôs impostos para robôs. A ideia, claro, não foi muito popular. O Parlamento a rejeitou em fevereiro deste ano. Os críticos disseram que tal imposto sufocaria futuras inovações e pioraria as condições para os trabalhadores.

Taxar robôs é uma ideia mais fácil de ser executada na teoria. Independente da forma como esse imposto fosse estruturado, traria consequências indesejáveis, como a diminuição da produtividade das indústrias, e incentivaria, indiretamente, o investimento em lugares que não atribuem esse tipo de imposto.

Um relatório de 2016 do Instituto Brookfield para Inovação e Empreendedorismo sugeriu que 42% dos empregos canadenses correm alto risco de serem automatizados nas próximas duas décadas. No entanto, isso não significa que quatro em cada 10 canadenses estarão sem emprego, já que novos postos também serão criados, muitos por causa da automação.

Os que estão a favor da automação nas empresas se sustentam nesse argumento. Afinal, “o Canadá quer competir com a mão de obra ou o Canadá quer tentar se tornar um país de tecnologia de ponta onde se criam empregos por conta justamente do desenvolvimento de novas tecnologias”, pondera a cientista política Rosalie Wynoch ao portal canadense Financial Post.

Assim como a presença da automação ainda causa estranheza em determinados ambientes, a ideia desses impostos precisa ser melhor entendida. “Aderir a um tipo de imposto poderia financiar uma renda básica, a fim de propor a reciclagem de trabalhadores deslocados com a tecnologia ou outras medidas de empoderamento social ao empregado”, finaliza Arie Halpern.

Para ler o artigo n’O Globo, acesse aqui.


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