Arie Halpern: versatilidade transforma usos da computação gráfica

Para Arie Halpern, versatilidade está abrindo portas para CGI

Para Arie Halpern, versatilidade está abrindo portas para CGI (Fonte: Mashable)

A computação gráfica, também chamada de CGI (computer generated imagery, ou “imagens geradas por computador”, em tradução livre) já conquistou o universo dos cinemas e dos jogos. Agora, ela está conquistando outros tecnologias, como a realidade virtual, e outras áreas, como a educação e até a moda. Para Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, a tecnologia de computação gráfica é muito versátil e ainda pode ser usada em diversas funções.

A CGI surgiu com o computador Whirwind, criado pelo MIT em 1950 para fins militares e acadêmicos. Foi apenas na década de 1970 que a tecnologia se popularizou e chegou no cinema. Um dos primeiros filmes a utilizar a tecnologia foi “Star Wars IV – Uma Nova Esperança”, de 1977. Mas o filme que realmente explorou todo o potencial dessa tecnologia na época foi “Tron”, lançado pelos estúdios Disney em 1982. A partir de então, Hollywood e toda a indústria do cinema dominaram a técnica e a desenvolveram.

Atualmente, as aplicações da computação gráfica são largamente utilizadas em projetos de realidade virtual. Os avanços foram tantos que chegam a causar reações de estranhamento nas pessoas. A evolução da computação gráfica nos últimos anos deu origem à teoria do “Uncanny Valley”, ou “vale da estranheza”. Esse conceito surgiu de estudos e observações feitas por Masahiro Mori, cientista japonês de robótica, nos anos 1970, e diz respeito a sensação que pessoas têm quando vêm algo muito similiar a outro ser humano, mas que não é, realmente, um humano. A sensação é causada principalmente por robôs de aparência humanoide ou pessoas criadas pela CGI.

Um bom exemplo é o caso da garota Saya, criada por um casal de japoneses por meio da computação gráfica. Saya é tão perfeita e realista que as pessoas têm dificuldades de identificar se ela é real ou não, o que as leva a ter a desconfortável sensação do “Uncanny Valley”. “O desafio dos profissionais da robótica e da computação gráfica não é mais fazer com que suas criações pareçam reais”, diz Arie Halpern. “Mas fazer com que elas pareçam naturais.”

Com o auxílio da realidade virtual, os usos da CGI são explorados por outras áreas, como educação, principalmente em História. Juntas, as duas tecnologias, podem “transportar” um usuário equipado com um capacete de RV em um campo de batalha virtual ou em construções históricas. O conceito, no entanto, ainda é experimental e não está disponível para uso.

Alguns pensadores apostam que, com o aperfeiçoamento da CGI, atores e atrizes não serão mais necessários e serão substituídos por personagens virtuais, ou até mesmo por atores virtuais, humanos criados por CGI que poderão “atuar” em diferentes filmes, a partir de contratos, como acontece com atores reais. A ideia não está longe da realidade. Lightining, uma personagem do jogo de videogame Final Fantasy XIII, foi contratada pela empresa de moda Louis Vuitton para ser uma das modelos da luxuosa marca. Ela chegou a posar com alguns dos produtos e até mesmo fazer uma entrevista para os jornalistas do “The Telegraph”.

 

 


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