Arie Halpern: viagens espaciais entram no radar brasileiro

Para Arie Halpern, viagens espaciais mostram crescimento tecnológico brasileiro

Para Arie Halpern, viagens espaciais mostram crescimento tecnológico brasileiro

A natureza humana sempre quis desvendar o espaço sideral, o que explica o interesse das maiores agências espaciais do mundo em conhecer outros planetas. Embora tenha chegado atrasada nessa corrida, a Agência Espacial Brasileira (AEB) está planejando uma viagem para a Lua em parceria com a empresa China Satellite Launch and Tracking Control General (CLTC).  Segundo o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas Arie Halpern, viagens espaciais são importantes para o desenvolvimento tecnológico da sociedade. “As Agências lidam com tecnologia de ponta que depois são adaptadas para o público geral. Além disso, podemos aprender muito mais sobre nós mesmo e o mundo em que vivemos”, diz. Pesquisas espaciais também promovem estudos científicos, estudam novos tipos de combustíveis e até cuidam do meio ambiente.

No ano passado, a AEB fechou uma parceria com a China Satellite Launch and Tracking Control General. A empresa chinesa gerencia todas as viagens espaciais do País, com missões futuras programadas para a Lua e para Marte, em um acordo de  cooperação bilateral na área de viagens espaciais, chamado de Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China 2013 – 2022. O objetivo da parceria é colocar em órbita o satélite Sino-Brasileiro de Observação da Terra, o Cbers-4a, em 2018. O satélite servirá para fornecer imagens da Terra direto do espaço para ambos os países. A vantagem de ter um satélite em órbita, diz Arie Halpern, é a autonomia que o Brasil terá com as imagens, não dependendo de outras agências espaciais para consegui-las, além do investimento tecnológico.

O outro grande plano da AEB, anunciado também no ano passado, é lançar sua primeira missão espacial para a Lua. A missão, que vem sendo planejada desde 2013, consiste em colocar na órbita da Lua um mini satélite espacial, feito com tecnologia nacional, para estudar a vida em partes distantes do cosmos. Batizada de Missão Garatéa, ela “pretende levar experimentos biológicos que irão investigar a possibilidade de microrganismos sobreviverem a uma viagem espacial longa”. Essa será a primeira missão lunar da América do Sul.

A Missão Garatéa conta com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Mauá de Tecnologia e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).


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