As 5 tecnologias que vão impactar a sociedade, segundo Arie Halpern

Tecnologias ainda em fase de teste também devem impactar sociedade, segundo Arie Halpern

Tecnologias ainda em fase de teste também devem impactar sociedade, segundo Arie Halpern

Os drones, os óculos de realidade virtual e os carros autônomos estão atraindo as atenções no campo das tecnologias disruptivas em 2016, mas ainda há muita novidade vindo por aí. “São inovações que, apesar de ainda fora do alcance do grande público, porque estão em fase de testes, carregam grande potencial para impactar a sociedade”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas. Nesta entrevista, Arie Halpern elenca os cinco avanços tecnológicos que, segundo ele, tendem a mudar nos próximos meses a vida de muitos cidadãos.

Engenharia genética

A engenharia genética, também chamada de “modificação genética”, é um processo que altera o DNA do genoma de um organismo, retirando ou adicionando uma parte ao conjunto do DNA. Dentro dessa prática, é possível combinar o genoma de indivíduos diferentes. O vencedor do Nobel de Química em 2009, Venki Ramakrishnan, incentivou diversas vezes o debate sobre o uso da engenharia genética em seres humanos por acreditar em seus benefícios. No ano passado, cientistas da empresa de biotecnologia Cellectis, conseguiram curar a leucemia de uma criança de um ano de idade utilizando células brancas geneticamente modificadas.

 

CRISPR

Outra forma de modificação genética, a CRISPR é uma ferramenta utilizada para eliminar partes indesejadas do genoma (como as que causam doenças) em plantas. As implicações desse tipo de avanço são grandes para a sociedade, segundo Arie Halpern. “Nós utilizamos uma alta quantidade de produtos químicos para garantir nossas colheitas”, diz ele. “Com a engenharia do DNA, vamos tornar as plantas mais resistentes a pestes e mais saborosas sem ter de recorrer aos pesticidas.” O CRISP ganha de outras técnicas utilizadas com a mesma função por sua velocidade e precisão. Além disso, ele pode ser utilizado no genoma de praticamente todos os tipos de organismos.

Foguetes reutilizáveis

O lançamento de uma nave para o espaço deixa para trás uma quantidade considerável de lixo espacial. Por isso, algumas empresas decidiram investir no desenvolvimento de aeronaves que possam ser retornadas para a Terra após realizarem sua missão no espaço. “Esse tipo de projeto está longe de ser comercialmente viável”, explica Arie Halpern. “Mas os primeiros testes têm sido bem- sucedidos.” No mês passado, a SpaceX aterrissou  uma de suas naves de volta à Terra com resultados satisfatórios.

Gigafábrica solar

Uma usina solar de US$ 750 milhões está em construção na cidade de Buffalo, nos Estados Unidos, e deve mudar a forma como a indústria lida com a energia solar. Considerada uma gigafábrica, devido ao seu tamanho, a usina terá a capacidade de gerar 1 gigawatts de energia por ano. “Quando iniciar suas operações, essa usina será uma das maiores geradoras de energia solar do mundo e a maior dos Estados Unidos”, diz Arie Halpern. A gigafábrica utiliza uma tecnologia mais eficiente para captar os raios solares. Devido a isso e à grande quantidade de painéis instalados, os preços de venda da energia geradas na fábrica devem ser mais baixos do que a média do País.

Armazenamento de dados em DNA

Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas cientistas conseguiram armazenar e recuperar dados de imagens digitais em uma sequência de DNA. O experimento, desenvolvido por cientistas da Universidade de Washington, em parceria com a Microsoft, aconteceu em abril deste ano. “O surpreendente é que os cientistas descobriram que esse tipo de armazenamento suporta uma quantidade de dados superior a muitos dispositivos digitais”, afirma Arie Halpern.


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