As lições da Finlândia

Recentemente, a Finlândia voltou às manchetes por liderar, pelo segundo ano consecutivo, o ranking mundial da felicidade. Elaborado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, ele avalia a percepção de felicidade dos cidadãos dos 156 países pesquisados.

A Finlândia está entre as 10 economias mais inovadoras do mundo, de acordo com o  relatório do Fórum Econômico Mundial “The Global Competitiveness Report 2018”. O percentual de empresas inovadoras, medido pela pesquisa da Eurostat, chegou a 65%, em 2016.

Por décadas concentrado nos segmentos de mineração, extração de madeira e produção de celulose, o país, hoje, só perde para o Vale do Silício em número de startups per capita. Em grande parte, resultado do investimento de cerca de 4% do PIB em pesquisa e desenvolvimento iniciado nos anos 1990.

Além da liderança em inovação e felicidade, os finlandeses se tornaram referência também em educação. Há alguns anos, é primeiro lugar em outro ranking, o PISA, que avalia o aprendizado dos estudantes. Fruto de uma reformulação que teve a valorização e qualificação dos professores como um de seus pilares.

Esta semana, professores, pesquisadores e especialistas finlandeses e brasileiros estarão reunidos em Brasília para trocar experiências sobre a transformação digital e inovação. O impacto das redes sociais, a proteção de dados, a informatização da administração púbica e a educação das novas gerações para o uso da tecnologia são alguns dos tópicos em pauta.

As lições que podemos aprender com as soluções adotadas pela Finlândia não são poucas. No entanto, é preciso lembrar que há grandes diferenças. O país escandinavo tem 5,5 milhões de habitantes e uma área mais de 25 vezes menor. “Mesmo com as disparidades, as soluções finlandesas podem inspirar novas ideias por aqui”, diz Arie Halpern, empresário e especialista em tecnologias disruptivas. “Além disso, eventos como este podem contribuir para a construção de parcerias entre os dois países, impulsionando a inovação tecnológica”, conclui o executivo.

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